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Mostrando postagens de Agosto 24, 2017

O deserto do amor, de François Mauriac

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Por Pedro Fernandes


O que somos para nós? O que somos para os que são próximos a nós? E para aqueles que só sabem de nós pelo que os outros dizem de nós? O deserto do amor, de François Mauriac, uma história de amor, é também uma investigação sobre essas questões. A essas perguntas, numa certa ocasião, uma das personagens do romance, se vê entregue a um sofisma: “Assim que ficamos sós, somos loucos. Sim, o controle de nós próprio por nós próprio só funciona mantido pelo controle que os outros nos impõem”. Raízes da máxima existencialista que atribui ao outro o inferno de nós mesmos, a compreensão de Paul Courrèges, mantém diálogo com as indagações anteriores num ponto: nossa identidade nunca é definida como se um todo isolado, mas na relação entre nós e o mundo.
Como François Mauriac se insere no amplo debate que nos compreende enquanto trânsito? Raymond Courrèges é um que se orgulha do fato de se bastar no mundo e de não desenvolver quaisquer tipos de apegos emocionais com o outro, i…