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Mostrando postagens de Março 20, 2017

Derek Walcott

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Desde seus primeiros poemas, as visões sobre o mar de Derek Walcott configuram uma poética que articula saberes e memórias fragmentadas sob a continuidade das reminiscências da resistência africana que persistem sob a história antilhana. Seu longo poema Omeros* foi escolhido como a epopeia genesíaca dos despossuídos da terra porque “inscreve o nome próprio de um povo e de um lugar na tradição narrativa” (cf. Robert D. Hammer), isto em sua própria versão da história e da arte. Ao longo de seu constante movimento poético, o poeta constrói a odisseia do regresso à casa, o canto de uma pátria sonhada, uma solidariedade próximo à criada pela poesia oral tribal.
“Qualquer cultura na qual convivem diferentes raças, inclusive aquela em que uma raça se considera corrompida por outras, é, por sua própria mistura, uma sociedade mais rica que qualquer outra. Em literatura, a pureza étnica não existe. E buscá-la seria uma história sem fim. Por que, onde está o fim da pureza?”
“Na tradição oral a …