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Mario Vargas Llosa: vida e liberdade (parte 2)

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Por Enrique Krauze


A Revolução Cubana: ilusão e desencanto
Quem não saudou com entusiasmo o triunfo desses valentes barbudos que lutavam contra a ditadura, enfrentaram o Império e abririam uma era de dignidade e independência para “Nuestra América?” No México não só a esquerda os aplaudiu mas um amplo espectro que cobria o centro liberal e a direita: de Daniel Cosío Villegas a Vasconcelos. Em 1958, Vargas Llosa havia escrito manifestos de apoio à Revolução, cujo triunfo o surpreendeu em Paris. Junto com uma centena de entusiastas saiu às ruas para as celebrações. Viu e viveu, por muito tempo, com uma história de libertação:
“Cuba me parecia realmente uma forma renovada, mais moderna, mais também mais flexível e mais aberta, da revolução. Eu vivi isso como muitíssimo entusiasmo; além disso, considerando Cuba como um modelo que poderia ser seguido pela América Latina. Nunca antes disso, senti um entusiasmo e uma solidariedade tão poderosa por um feito político”.
Em 1962, Mario Vargas Llo…