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Mostrando postagens de Fevereiro 12, 2016

Reflexões sobre arte popular e arte erudita em Tia Julia e o escrevinhador, de Mario Vargas Llosa

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Por Rafael Kafka


Tia Júlia e o escrevinhador é mais um daqueles livros que se propõem a realizar várias narrativas ao mesmo tempo e por isso se torna de difícil classificação. Mesmo com uma prosa simples quando comparada com a de outros textos de Mario Vargas Llosa, como clássicos do quilate de A cidade e os cachorros, este romance pode ser considerado da boa safra de Prêmio Nobel peruano e uma boa introdução a recursos muito caros a ele em seus livros mais famosos, como as narrativas entrecruzadas que se unem em uma unidade em certo ponto do enredo e a presença feminina impactante na forma de alguma mulher dona de si e por isso vista como cruel pelos homens.
Em Tia Julia... temos o romance autobiográfico em que o autor fala de seus anos de juventude, quando estava na faixa dos dezoito anos e era aluno de Direito ao mesmo tempo que jornalista responsável pelos noticiosos de uma grande rádio do país e aspirante a escritor, na fase em que a nossa criatividade e pressa só nos deixam escre…