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Mostrando postagens de Dezembro 29, 2015

A máquina de escrever de Juan Rulfo

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Por Pablo de Llano


A máquina em que Juan Rulfo escreveu Pedro Páramo, o romance mexicano mais elogiado do século XX, é a mesma que o Exército dos Estados Unidos usou durante a Segunda Guerra Mundial: uma Remington Rand n.17, também conhecida como Modelo 17 ou KMC. Fabricada de 1939 a 1950. Preta, de ferro, 14,7Kg. Um artefato de fábrica do qual saiu uma obra-mestra que se preserva, sem tinta mas em boas condições, na casa de Clara Angelina Aparicio Reyes, companheira de Rulfo.
Seu companheiro a comprou no dia 10 de novembro de 1953, na loja da Remington Rand, no n.30 da Avenida Insurgentes da Cidade do México. Hoje, nesse lugar, é um edifício abandonado de quatro andares, marcado de cima abaixo por grafites.
Rulfo, que tinha 36 anos e dois filhos pequenos com Clara, pagou 1.000 pesos mexicanos pela máquina, um terço do que ganhava como bolsista do Centro Mexicano de Escritores, criado pela escritora estadunidense Margaret Shedd e financiado pela Fundação Rockefeller no tempo em que n…