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Mostrando postagens de Novembro 10, 2015

Julio Cortázar: “As coisas me chegam como um pássaro que pode passar pela janela”

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Por Emma Rodríguez


Há muitas fotografias de Julio Cortázar que nos ajudam a situá-lo em seus lugares de trabalho, ante a máquina de escrever, armando as peças diversas de suas histórias, sempre jogando. Mas ao ler suas Aulas de literatura, livro que compila as aulas ministradas na Universidade da Califórnia, Berkeley, em 1980, a imagem emergente e viva em toda obra é a do professor. Andava a longos passos pelo espaço fechado da sala de aula, anotava palavras, frases, na lousa, convidava e se sentia à vontade conversando com seus privilegiados alunos? Sondemos, mas, sem dúvida, os alunos deviam sentir-se tocados com uma varinha mágica a pensarem na sorte que tiveram de escutar um professor nada comum, o professor “menos pedante do mundo”, como escreve no prólogo do livro Carles Álvarez Garriga.
As aulas de Cortázar gravadas e depois transcritas, nos seduzem porque manifestam a capacidade do escritor na transmissão de conhecimentos e experiências, mas, sobretudo, porque são impulsões qu…