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Mostrando postagens de Julho 30, 2015

Negras flores da mesma haste - três mulheres suicidas na literatura: Virgínia, Florbela, Ana C.

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Por Márcio de Lima Dantas

Alma sonhadora  irmã gêmea da minha Fernando pessoa

Alguns parecem nascer assinalados para cumprir o papel do sacrificado, em nome da harmonia genérica de um padrão convencionado como “normal”. São os profetas, os mártires, os loucos, os santos e os poetas. Os referidos por Marcel Proust como nervosos. Uma grande parte dos poetas trilhou veredas secundárias, diferentes ou diretamente antípodas à ao que se diz de normal. É claro que a grande máquina do mundo cobra seus altos tributos. Esses seres de exceção, desafinadores da longa sinfonia geral do existir sobre a terra, imprimem com suor, sangue, arte e ciência seus nomes nas margens das tipográficas manchas negras da vida. Alguns deles, consciente ou inconscientemente, optaram pelo suicídio, num processo de autodestrutividade, muitas vezes, impetrado de maneira que atinge requintes de esquisita violência narcísica contra seu próprio corpo.

A forma escolhida para dar cabo de si consubstancia uma semiótica, um …