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Mostrando postagens de Julho 17, 2015

A tarde de sua ausência, de Carlos Heitor Cony

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Por Rafael Kafka


Conheci a obra de Carlos Heitor Cony muito recentemente, menos de um mês. Neste período, já li dois livros (o romance Pessach: uma passagem e a novela A tarde de sua ausência) e já tenho mais um (o quase romance Quase memória) na fila de leitura. Até o presente momento, tenho gostado demais da leitura de Cony por conta da simplicidade aparente que reina em seus textos sempre à serviço de um subentendido mais aprofundado, cheio de nuances e vida.
A sua narrativa se delineia por frases curtas, certeiras, uma pontuação que aumenta a sensação de laconismo de uma narrativa que se propõe a dizer muito com pouco e cujo maior foco é o tempo e a memória. Em Pessach, o protagonista Paulo encara um panorama de quarenta anos de vida por um novo prisma, a possibilidade de entrar ou não em uma luta armada pela derrubada do regime ditatorial imposto pelos militares, com o nome de revolução, no ano de 1964, e que já durava bem uns vinte anos na época em que se passa o romance.
O temp…