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Mostrando postagens de Maio 1, 2015

Flores da ruína, de Patrick Modiano

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Por Pedro Fernandes




Desde o primeiro título do Prêmio Nobel de Literatura 2014 aqui apresentado, Remissão da pena, que minha memória de leitor é perpassada, na leitura, por um dos melhores filmes da carreira de Woody Allen, Meia-noite em Paris. Não só porque as cenas revelam os principais encantos da geografia urbana parisiense e honram sua riquíssima cultura literária, elemento em parte coincidente na obra de Modiano, mas porque o tom leve da narrativa cinematográfica tal como se uma crônica sobre o lugar também se reflete na linguagem da narrativa do escritor francês. Também, me parece que o interesse dos dois narradores não é o de dizer que o interessante de Paris é sua história, mas as formas com que essa história interage e dialoga com o presente.
Modiano se revela, assim, como um dos escritores franceses contemporâneos que melhor descreve e escreve a cidade luz; ou seja, é o que mais habilmente deu-se ao trabalho de dar voz a esse passado que é materializado nas ruas, nos bares …