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Mostrando postagens de Janeiro 23, 2015

O irmão alemão, de Chico Buarque

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Por Rafael Kafka


Aos vinte e seis anos recentemente completos, peguei-me pela primeira vez ansioso em comprar um livro de um autor vivo que fora lançado havia pouco tempo. Confesso, não sei se por puritanismo literário ou para dar uma de hipster mesmo, que a maioria dos autores que leio estão mortos ou morreram em tempos próximos aos atuais, como Gabriel García Márquez. Na verdade, talvez eu não seja um hipster ou um puritano, mas alguém que aprendeu a gostar de ler pela leitura dos clássicos. Daí essa predileção pelos autores consagrados por um certo cânone. Mas devo confessar que, mesmo esse cânone, em certos momentos é desprezado por mim... Muitos autores que li há alguns anos não são mais lidos por mim hoje. De certa forma, a minha preferência por autores de tempos idos se justifica por esse meu aprendizado de gosto pela leitura tido de forma clandestina, saindo dos seios do analfabetismo e procurando refúgio nos livros de minha prima e depois nas bibliotecas e sebos, locais onde …