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Mostrando postagens de Maio, 2015

Quem lê um poema abre uma janela

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O título desta promoção é uma glosa a partir de um poema do Mário Quintana. Do poeta, o Letras in.verso e re.verso, já sorteou obras suas. Agora, sortearemos mais. A editora Alfaguara preparou uma nova edição com os melhores poemas do poeta escolhidos por ele próprio. E, claro, pensando nos leitores queremos presenteá-los. Essa promoção é desenvolvida numa ação conjunta do blog com a página Dicas de Leitura. Para participar, vejam só:
1 – curtir a página do Letras in.verso e re.verso e da Dicas de Leitura no Facebook; 2 – deixar umcomentário na post convidando três amigos para participar do sorteio; 3 – inscrever-se na aba promoções.
Serão sorteados dois exemplares. Isso no dia 08 de junho. A promoção é válida apenas para leitores do Brasil. Depois do sorteio, os ganhadores devem entrar em contato conosco para providenciarmos a entrega. Pode ser via Facebook ou através do e-mail <pedro.letras@yahoo.com.br> Ganhadores que cumprirem o regulamento estarão desclassificados.

Boletim Letras 360º #116

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Já está tudo pronto para a promoção que sorteará a nova edição da Antologia Poética, de Mário Quintana (Alfaguara Brasil); o evento acontece em parceria com a página Dicas de Leitura. Além disso, lançamos, desde terça-feira (26) um desafio: chegar a mil amigos no Twitter. Quando chegarmos sortearemos entre os tuíteiros a edição de Alice no país das maravilhas (Cosac Naify). Enfim, se já agradamos a 150 leitores com livros podemos agradar, dentro das nossas possibilidades, muitos outros. Abaixo compilamos as notícias que circularam durante a semana em nossa página no Facebook. Boas leituras!


Segunda-feira, 25/05
>>> Brasil: Obra do vencedor do Man Booker Prizer International chega em 2016
Tango de Satã é considerada um das obras mais significativas do escritor húngaro László Krasznahorkai. A Editora 34 anunciou que trabalha numa tradução do texto a sair em 2016. A obra será encaixada na Coleção Fábula; quem trabalha na tradução é Paulo Schiller. A obra, sobre uma vila impactada…

Reificação, coisificação e insensibilidade

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Por Rafael Kafka


Um dia, eu conversava com uma conhecida minha no campus do Instituto Federal do Pará em Belém. Acabáramos de sair de uma reunião com o Ministério da Educação que avaliaria se nosso curso seria legalizado e teríamos, enfim, o direito de retirar nosso diploma, que esperava essa burocracia para ser retirado. Dirigimo-nos para uma área mais aberta e passamos a conversar sobre coisas variadas da existência até chegarmos ao então emergente Facebook. Isso era meados de 2011, uma época na qual eu estava bastante preso às redes sociais, mais preso do que hoje até, lendo bem pouco e não sabendo como sair da teia que eu criara ao meu redor após sair da primeira faculdade.
Observava as redes sociais como grandes painéis humanos nos quais as pessoas mostravam-se do modo mais aprazível possível para as suas audiências. Ainda acostumado com a interface do Orkut, preso por demais às comunidades e aos recados e depoimentos, fiquei chocado com aquele mundo de informações que de repente…

1912: o ano do big bang de Franz Kafka

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1912 é um ano decisivo na vida e obra de Kafka. Tanto que, em seu desenvolvimento, nem uma nem outra, inextricavelmente unidas, resultam compreensíveis sem conhecer esse tempo estruturador. Várias são as razões que validam esse argumento. E sobre elas que aqui falamos. Em primeiro lugar, no dia 13 de agosto daquele ano, Kafka conhece Felice Bauer na casa dos pais de Max Brod. De todas as mulheres que articulam a vida emocional de Kafka, nenhuma como Felice retrata não só o que Kafka chegará a ser, mas sobretudo o que nunca será: marido, pai, um homem com raízes. A relação com Felice, sua vertigem de compromissos uma e outra vez adiados e pouquíssimos finalizados, desenha com singular empenho sua infernal solteirice, sua incapacidade (e, talvez sua terrível ânsia) para uma vida doméstica comum, que Kafka elevou, para variar, ao universo da sua literatura.
Mas, não apenas a vida sentimental de Kafka será marcada para sempre em 1912. Também sua vocação como escritor, sua paixão e conde…

Os Cavalinhos de Platiplanto, de José J. Veiga

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Por Leila D. P. do Amaral



José J. Veiga nasceu em 20 de fevereiro de 1915, em uma fazenda localizada entre os municípios de Corumbá de Goiás e Pirinópolis. O contato com a literatura aconteceu cedo. Ainda menino, leu todos os clássicos brasileiros e portugueses que o Gabinete Goiano de Leitura possuía em seus arquivos. Mais tarde, entrou em contato com autores estrangeiros e um, especificamente, Franz Kafka, marcou-o profundamente. Veiga se apaixonou pela obra desse escritor tcheco e, a exemplo dele, criou histórias em que a realidade aparece transfigurada. A estréia na literatura aconteceu em 1958, com a edição dos contos reunidos em Os Cavalinhos de Platiplanto, um livro sobre memórias de infância.
Assis Brasil destacou em entrevista que “para José J. Veiga, o mundo é que está em face do homem, assim como a sociedade. O homem não é complexo, tem suas pequeninas normas de vida, sua conduta preestabelecida, é simples e despretensioso – o mundo e a sociedade é que o achacam, que o inve…

“Todos os caminhos vão dar a Sintra”

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Por Pedro Fernandes



E quase todos os grandes nomes da literatura portuguesa terão utilizado Sintra como espaço para suas narrativas e poemas. O título deste texto está entre aspas porque não é meu. É de José Saramago. Está em Viagem a Portugal, livro que gostaria de colocá-lo debaixo do braço e cumprir o mesmo itinerário desse viajante pelos afetos que o fizeram redigir não uma literatura de viagem, mas uma história dos lugares ou uma geografia dos sentidos sobre aquilo que pode ver, ouvir, sentir, saborear, cheirar.
Nesse itinerário proposto por Saramago há lugares que se destacam por sentidos específicos: Sintra, pelos seus monumentos e pelos doces é o lugar da visão e do paladar. E este texto deixará aquilo que agrada a fome de lado para se referir àquilo que mais nos impacta, a imagem. E o leitor poderá compreendê-lo como uma exaltação vazia sobre a monumentália. Mas, não é bem isso. É uma tentativa de materializar aquilo que foi apalpado pelos olhos de um estranho à paisagem.
Qua…

Alice: 150 anos

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4 de julho de 1862. O reverendo Charles Lutwidge Dodgson, professor de matemática em Oxford, anotou em seu diário que, acompanhado de seu amigo, o senhor Duckworth, havia levado as três meninas dos Liddell numa pequena barca pelo Tâmisa para um chá em Godstow. As crianças – Lorina, Edith e Alicia – eram filhas do decano Christ Church e as três gostavam de escutar as histórias que o reverendo Dodgson lhes contava, armando argumentos espalhafatosos a partir das interrupções, comentários e sugestões das meninas. Nessa tarde, Dodgson decidiu que a protagonista da história fosse Alice, que acabava de completar dez anos. À medida que ia desenvolvendo o argumento, o assombro do senhor Duckworth ante o maravilhoso conto era tal que perguntou ao amigo se ele estaria mesmo improvisando. “Sim”, respondeu Dodgson, também surpreso com a pergunta, “estou inventando passo a passo”. Em tais milagrosas circunstâncias – essa uma história já repetida por aqui – nasce Alice no país das maravilhas.
À ped…

Alta literatura ou literatura?

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Por Cassionei Niches Petry


No seu livro Aula, Roland Barthes afirma que “é no interior da língua que a língua deve ser combatida, desviada: não pela mensagem de que ela é o instrumento, mas pelo jogo de palavras de que ela é o teatro.” A literatura, nesse sentido, faz um “trabalho de deslocamento (...) sobre a língua.” Esse tipo de ideia de literatura leva em conta seu caráter artístico, de elaboração da linguagem, sendo que ela não é apenas “uma história bem contada”, no caso da narrativa, ou uma “sequência de versos rimados”, no caso da poesia. 
Dispor as palavras de forma elaborada e complexa cria uma forma de linguagem a que podemos chamar doravante de Literatura (com L maiúsculo) para diferenciar daquela que não tem por objetivo essa elaboração, a que denominaremos literatura (com L minúsculo). Cada uma tem seu lugar, seu espaço, sua importância e repercute no leitor. O problema está no momento em que elas desejam se destruir.
Leio bastante literatura, mas prefiro a Literatura. S…