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Mostrando postagens de Agosto 13, 2014

O livro como extensão da imaginação

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Por Lee Pontes


O livro, diz Borges, é o instrumento mais impressionante inventado pelo homem. O fato se deve, para o mestre argentino, que todos os outros são extensões do corpo. A roupa atua como uma segunda pele. Os automóveis são continuações dos pés, o microscópio amplificador dos olhos, etc. Apenas, o livro não é extensão de nada, mas um depositário da imaginação humana. São nas inúmeras páginas que nos perdemos, vertendo, de acordo com nossa formação sociocultural, o mundo forjado pelos escritores. Não existe algo de mais singular, que perdesse entre livros, entretanto, com os outros objetos, perdemo-nos, mas, logo nos encontramos. Os outros objetos tem o momento de adequação para seu uso, o livro não exige uma adequação ou pede um lugar exato para ser lido. Embora, cada indivíduo promova um ritual próprio para o culto à leitura, o próprio ato de ler que orienta a jornada do leitor.
Em Gli amori difficili, Calvino coloca o leitor a par da aventura da leitura. Uma jornada nunca f…