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Mostrando postagens de Julho 28, 2014

O mapa da tribo, de Salgado Maranhão

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Por Iracy Conceição de Souza

ouço ladrar uma ausência Que me rasteja: loba. Salgado Maranhão
A poética salgadiana, ao longo dos últimos anos, construiu um perfil que se solidifica em sua décima obra, O mapa da tribo. Concebê-la é duplicar continuamente os espaços por ela construídos: “um oceano insondável”, que movimenta os afetos e incentiva o labor.
Se o livro, Punhos da Serpente, (1978) marca o início de sua trajetória e sinaliza o estilo e a singularidade, para além do saber fazer, da habilidade; a obra, A pelagem da tigra, procura extrair e filtrar os meandros mais complexos da autenticidade sensível da vida, os ecos enigmáticos das entranhas do interdito, para expô-la em cenários reconstruídos e a obra, Sol sanguíneo (2002) ou Blood of the sun, (2012)1 marca a experiência, o limiar do raso e do profundo, onde as coisas não somente têm significações, mas também têm existências e, por isso mesmo, o pacto com a palavra é o grande relevo que vai além da relação individual e de suas a…