sexta-feira, 4 de julho de 2014

O 22 da Marajó


Por Monteiro Lobato



Esse delírio que por aí vai pelo futebol tem seus fundamentos na própria natureza humana. O espetáculo da luta sempre foi o maior encanto do homem; e o prazer da vitoria, pessoal ou do partido, foi, é e será a ambrosia dos deuses manipulada na terra. Admiramos hoje os grandes filósofos gregos, Platão, Sócrates, Aristóteles, seus coevos, porém, admiravam muito mais aos atletas que venciam no estado. Milon de Crotona, campeão na de torcer pescoços a touros, só para nós tem menos importância que seu mestre Pitágoras. Para os gregos, para a massa popular grega, seria inconcebível a ideia de que o filosofo pudesse no futuro ofuscar a gloria do lutador.

Em França o homem hoje mais popular é George Carpentier, mestre em socos de primeira classe; e se derem nas massas um balanço sincero, verão que ele sobrepuja em prestigio aos próprios chefes supremos vencedores da guerra.

Nos Estados Unidos ha sempre um campeão de boxe tão entranhado na idolatria do povo que está em suas mãos subverter o regime político.

Entre nós ha o exemplo recente de Friedenreich, um pé de boa pontaria pelo qual nossos meninos são capazes de sacrificar a vida.

E os delírios coletivos provocados pelo combate de dois campeões em campo? Impossível assistir-se a espetáculo mais revelador da alma humana que os jogos de futebol em que disputam a primazia paulistanos e italianos em São Paulo.

Não é mais esporte, é guerra. Não se batem duas equipes, mas dois povos, duas nações, duas raças inimigas. Durante todo o tempo da luta, de quarenta a cinquenta mil pessoas deliram em transe, extáticas, na ponta dos pés, coração aos pulos e nervos tensos como cordas de viola. Conforme corre o jogo, ha pausas de silencio absoluto na multidão suspensa, ou deflagrações violentíssimas de entusiasmo, que só a palavra delírio classifica. E gente pacífica, bondosa, incapaz de sentimentos exaltados, sai fora de si, torna-se capaz de cometer os mais horrorosos desatinos.

A luta de vinte e duas feras no campo transforma em feras os cinquenta mil espectadores, possibilitando um enfraquecimento mútuo, num conflito horrendo, caso um incidente qualquer funda em corisco as eletricidades psíquicas acumuladas em cada indivíduo.

O jogo de futebol teve a honra de despertar o nosso povo do marasmo de nervos em que vivia. Antes dele, só nas classes medias a luta política tinha o prestigio necessário para uma exaltaçãozinha periódica.

E isso porque de todos os esportes tentados no Brasil só o futebol conseguiu aclimar-se, como o café. Hoje, alastrado de norte a sul, transformou se quase em praga, conseguindo, só ele, interessar vivamente, exaltadamente, delirantemente, o nosso povo.

No Estado de São Paulo não ha recanto, viloca, fazenda, bairro, onde não sejam vistos num chão plaino e batido os dois retângulos opostos, assinaladores dum ground. Pelas regiões novas, de virgindade só agora atacada pelos invasores, é comum topar-se de súbito, em plena mata, uma clareira aberta, limpa, onde nas horas de folga os derrubadores de pau vêm bater bola.
Já assistimos a um match em certa fazenda. Tudo muito bem arrumado os players uniformizados, de meias grossas e botinas ferradas, tal qual nos clubs das cidades. E falando em corners, goals, hands, halftimes, a inglesia inteira dos termos técnicos.

Ao nosso lado o fazendeiro explicava:

– Aquele goal-keeper é carreiro; amanhã de madrugada está de pé no chão puxando lenha. O center-half é madeireiro; está-me lavrando umas perobas na roça velha. Os full-backs são tropeiros; e os forwards, simples puxadores de enxada.

Era assombroso! Estávamos diante da maior revolução de costumes jamais operada em terras de Santa Cruz. E tudo por arte e obra de uma simples esfera de couro estufada de ar...

Antes do futebol, só a capoeiragem conseguiu um cultozinho entre nós e isso mesmo só na ralé. Teve seus períodos áureos, produziu seus Friedenreichs, e afinal acabou perseguida pelo governo, com grande mágoa dos tradicionalistas que viam nela uma das nossas poucas coisas de legitima criação nacional.

Infelizmente não se guardou memória escrita desse esporte, cujos anais se encheram de maravilhosas proezas. Não teve poetas, não teve cantores, não teve sábios que as salvaguardassem do olvido; e de todo o nosso rico passado de rasteiras, rabos d'arraia e soltas restam apenas anedotas esparsas, em via de se diluírem na memória de velhos contemporâneos.

Que se fixe, pois, em letra de fôrma, ao menos o caso do 22 da Marajó com tanto chiste narrado pelo maior humorista brasileiro, esse prodígio Mark Twain inédito que é o Sr. Filinto Lopes.

 O 22 da Marajó era um imperial marinheiro, mestre em desordens, amigo de revirar de pernas para cima quiosques portugueses. Rapazinho bonito, imperava na Saúde onde suas proezas de capoeira excepcional andavam de boca em boca, discutidas como façanhas de Rolando. E tais fez que o governo, incomodado, deportou-o para o Norte, a servir em canhoneira da flotilha estacionada no Pará. A mudança de clima regenerou-o e o rapaz, resolvendo tirar partido dos seus dotes plásticos, ferrou namoro com a mulher de um Shipchandler, da qual se tornou amante.

Pouco durou o trio.

O Shipchandler morreu e o 22 casou-se com a viúva, herdeira dum paco de quatrocentos contos de réis. Pediu baixa, obteve-a e foi com a esposa em viagem de núpcias à Europa, onde permaneceu dois anos. Ao cabo regressou à pátria, elegendo o Rio de Janeiro para residência definitiva.

Mas quanto mudara! Transformado num perfeito gentleman, embasbacava a rua do Ouvidor com o apuro dos trajes, as polainas, as luvas, a cartola café-com-leite.

– Algum fidalgo certamente, cochichavam. Não veem que modos distintos?

E o 22, impávido, patroneando de monóculo no olho, a olhar de cima para os homens e as coisas...

Tinha hábitos certos e todos os dias passava pelo Largo de S. Francisco, como paca pelo carreiro.

Aconteceu, porém, que ali era ponto de uma roda de rapazes chiques, fortemente despeitados ante a esmagadora elegância do desconhecido, rival perigoso, sem duvida, em matéria de esporte feminino. Os quais rapazes, depois de muito cochicho, deliberaram quebrar a proa do novo concorrente, apenas aguardando para isso a boa oportunidade.

Certa vez em que Petrônio passava mais imponente do que nunca, coincidiu aproximar-se da roda chique um capoeira mordedor, que se gabava de ser mestre em soltas.

Quem sabe hoje o que é a solta, nesta época de kickes e shootes? Solta era uma cabeçada sem hands, isto é, sem encostar a mão no adversário.

Mas o capoeira chegou e mordeu-os em cinco mil réis.

– Perfeitamente, responderam os rapazes, mas primeiro hás de sapecar uma solta naquele freguês que ali vai de monóculo.

– É já! exclamou o capoeira, gingando o corpo. E, tirando o chapéu, foi postar-se na calçada por onde vinha o 22, de cartola e monóculo, sacudindo passos de lord, muito esticado dentro do seu croisé cortado em Londres.

Um, dois, três... Quando Petrônio o defronta, o capoeira avança e despeja-lhe uma formidável e primorosa cabeçada.

O Petrônio, porém, quebra o corpo, e a cabeça do atacante vai de encontro á parede, ao mesmo tempo que um pé bem manejado planta-o no chão com elegantíssima rasteira. O mordedor, tonto e confuso, ergue-se... mas desaba de novo, cerceado por outra gentil rasteira. Passara imprevistamente de agressor a agredido e, desnorteado, deu sebo ás canelas, indo apalpar o galo da cabeça a cem passos de distancia.

Enquanto isso o Petrônio, serenamente consertando a gravata, com grande calma dirige a palavra á assombradíssima roda elegante.

– Só uma besta destas dá soltas sem negaça. Já dizia o Cincinato Quebra- Louça: soltas sem negaça, só em lampião de esquina. Se "grampeasse", inda vá lá. O Trinca-Espinhas, o Estrepolia e o Zé da Gambôa admitem soltas neste caso, mas isto mesmo só quando o semovente não é firme de letra.

E girando entre os dedos a bengala de unicórnio, concluiu com saudades:

– Já gostei deste divertimento. Hoje a minha posição social não mais permite. Mas vejo com tristeza que a arte está decaindo...

E lá se foi, impertubável e superior, murmurando consigo:

– Soltas sem negaça... Forte besta!

Passando o momento de estupor e depois de muito debaterem o estranho incidente, os elegantes planejaram solene desforra. Contratariam o famoso Dente de Ouro, da Saúde, para romper o baluarte e quebrar de vez a proa ao estranho personagem.

Tudo bem assentado, no dia do ajuste vieram colocar-se no carreiro da vitima, com o rompe-e-rasga á frente.

– É aquele lá! disseram, assim que repontou ao longe a cartola café-com-leite do Petrônio.

Dente de Ouro avançou para o desconhecido. Ao defronta-lo, porém, entreparou e abriu-se num grande riso palerma – o riso da boca aberta quem reconhece um antigo parceiro.

– O 22... Você por aqui?...

– Cala o bico, moleque, e toma lá para o cigarro; mas afasta-se, que hoje sou gente e não ando em más companhias, respondeu o Petrônio, correndo-lhe uma pelega de dez e seguindo o seu caminho impertubavelmente.

Dente de Ouro voltou para o grupo dos elegantes, alisando a nota.

– Então? Perguntaram estes, desnorteados com o imprevisto desfecho.

– 'cês tão bestas ! Pois aquele é o 22 da Marajó, corpo fechado p'ra "sardinha" e pé que nunca "lalou saque". Estrompar o 22, 'cês tão bestas.


* Esta crônica foi publicada na coletânea A onda verde (1921). Monteiro Lobato foi um apaixonado pelo futebol, ao menos na juventude. Começou a praticar o esporte em 1904 quando escreve que "o futebol empolgou-me de corpo e alma; escrevo crônicas de futebol e jogo. O futebol apaixona e contunde."


Ivan Junqueira

Em 2000, Ivan Junqueira tornou-se membro da Academia Brasileira das Letras;
foi o sucessor de João Cabral de Melo Neto. Foto: O Globo

Ao contar a extensa quantidade de papeis assumidos por Ivan Junqueira no território da escrita e o que desempenhou em cada um deles não restam dúvidas de que sua perda registrada no último dia 03 de julho de 2014 é uma lacuna irretocável na cultura brasileira. Como jornalista, primeiro lugar assumido logo depois de abandonar um Curso Superior de Medicina e outro de Filosofia, trabalhou em jornais como Tribuna da imprensa, Correio da manhã, Jornal do Brasil e O globo; como crítico literário e ensaísta, colaborou com outra leva de jornais e revistas dentro e fora do país; como tradutor, trouxe para o português autores como Marcel Proust, Marguerite Yourcenar, T. S. Eliot e Charles Baudelaire; como poeta, foi galardoado diversas vezes pela sua obra poética Junqueira e tem trabalhos traduzidos nos quatro cantos do mundo.

Ainda nesse ofício de escrita, Ivan Junqueira foi colaborador da Enciclopédia Barsa, Encyclopaedia Britannica, Enciclopédia Delta Larousse, Enciclopédia do Século XX, Enciclopédia Mirador Internacional e Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro – funções que o colocam no rol dos últimos homens de gênero há muito em decadência pelo grosseiro advento das tecnologias eletrônicas. Funções que certamente estiveram entre os ingredientes necessários à forja do título alcançado pela crítica: o de “poeta do pensamento”.

O título cumpriu valia, por duas razões: uma, é que todo poeta não é apenas um produtor de versos; outra, todo esforço de transgressão da linguagem passa obrigatoriamente por essa múltipla vivência com a palavra. Numa entrevista a Floriano Martins, Ivan diz pensar “que qualquer poeta autêntico, por menor que seja, sempre cria uma linguagem, ainda que não a transgrida, ou melhor, não transgrida o sistema da língua”. E cita uma observação de José Guilherme Merquior sobre o que ele chama de um metaludismo da linguagem ao se referir aos casos de transgressão operacionalizados pela poesia concreta. “Diz Merquior, com muita argúcia e lucidez, que “a literatura, à diferença das outras artes, tem por matéria-prima não uma realidade a que, eventualmente, se empreste um sentido simbólico […] mas sim uma realidade que já é, em si mesma, um sistema simbólico: a linguagem”. Esse mesmo impasse foi denunciado por Antônio Houaiss quando, ao comentar os riscos da aventura concretista, assinalou que os integrantes dessa corrente haviam reduzido a palavra a um “signo cadavericamente linguístico”, pois o despojaram de toda a sua carga semântica e, o que é pior, de todas as suas articulações contextuais dentro do discurso. Quando um poeta como Dylan Thomas, por exemplo, se insurge contra a linguagem convencional, cumpre observar que não o faz com o objetivo de destruir o sistema da língua inglesa, mas apenas de transgredir a linguagem sempre que esse sistema, por sua rigidez e passividade, põe em risco o vigor e a legitimidade da expressão poética. Em suma, Thomas em nenhum momento destrói a língua: simplesmente tenta transcender os limites racionais do sistema linguístico.”

T. S. Eliot. Uma das influências de Ivan Junqueira, de quem traduziu sua obra.

“Daí, talvez, o hermetismo de sua retórica, que não constitui nenhum maneirismo, como chegaram a supor alguns, mas sim uma necessidade expressiva. E foi isso o que fizeram quase todos os grandes poetas, sobretudo aqueles a que Pound chama de “inventores”, embora tal conceito implique um verdadeiro cortejo de contradições. Por outro lado, cabe registrar aqui que não se pode, a todo instante, tentar uma reinvenção da língua. Ao analisar as propostas “revolucionárias” de Milton com relação à língua inglesa, Eliot situou com muita lucidez esse problema. Diz ele em De poesia e poetas: ‘Se cada geração de poetas assumisse o compromisso de atualizar a dicção poética relativamente à linguagem falada, a poesia fracassaria no que se refere a um de seus mais importantes deveres. É que a poesia deveria não apenas ajudar a purificar a língua da época, mas também a evitar que ela se transforme muito rapidamente: um desenvolvimento demasiado rápido da língua poderia constituir um desenvolvimento no sentido de uma gradual deterioração, e é esse o risco que corremos hoje em dia’”.

As observações por ele apresentadas podem, com muita propriedade, servirem a uma definição sobre a obra de Junqueira na cena poética nacional. Sem malabarismos com a linguagem, sua poesia se filia ao trabalho paciente e acurado de outros nomes já escritos no cânone brasileiro; Carlos Drummond de Andrade talvez seja o nome que de imediato salta nessa relação entre o poeta e a literatura nacional, embora o diálogo com a tradição exercitado por ele esteja mediado por outras vozes poéticas. Na mesma entrevista ao Diário de Cuiabá, Junqueira evoca Fernando Pessoa, Eliot e Baudelaire: "me impressiona muito como conseguiram ambos se manter emocionados dentro de estruturas formais tão rigorosas. Eliot e Baudelaire, tanto quanto Fernando Pessoa, me ensinaram como poucos esse milagre que consiste em fazer com que o pensamento se emocione e a emoção pense".

Provocado por Floriano Martins sobre estes nomes aos quais acresce o nome de Dylan Thomas, comenta que com Eliot e Baudelaire o diálogo existiu muito antes de iniciar sua tradução; “foram ambos poetas de formação e de eleição”. Quanto “a admiração por Thomas, esta nasceu no instante de tradução de seus poemas [...] Thomas, como Baudelaire, é a própria encarnação daquilo a que poderíamos chamar, como o faz o poeta e ensaísta francês Pierre Emmanuel, de o mito do poeta moderno, daí serem ambos, aliás, tão populares, não obstante a extrema dificuldade de compreensão que envolvem.”

Ivan Junqueira em cena. O poeta também inciou carreira no teatro. Aqui, numa apresentação na década de
1960 da peça Dona Rosita, a solteira, de García Lorca com tradução de Carlos Drummond de Andrade.
Na peça encenada pelo Grupo Tablado, Junqueira é um catedrático em Economia.

Para Junqueira o encanto por Thomas deveu-se ao desafio imposto por sua obra, que “implica consideráveis complexidades que se situam no cerne da língua e no nível da própria leitura. Os traços convergentes, no caso de Thomas, não são tão profundos como nos de Eliot e Baudelaire. Thomas foi um retórico genial, um herdeiro de Blake e Milton, uma espécie de reflexo tardio da metaphisical poetry do século XVII. Essa vertente retórica dylaniana compromete um pouco meu diálogo secreto com o poeta galês, pois a poesia que sempre cultivei está intimamente relacionada a uma forte preocupação de austeridade e economia expressivas, em tudo distinta dos ritmos bíblicos e da féerie imagístico-metafórica de Thomas. Mas admiro-o justamente por isso, por ter ele se consagrado a uma poesia que jamais pratiquei.”

Em 2000, Ivan Junqueira tornou-se membro da Academia Brasileira das Letras; foi o sucessor de João Cabral de Melo Neto, a quem buscou filiá-lo à ordem das afetividades recuperadas na longa entrevista com Floriano Martins: “a poesia não é linguagem racional, mas linguagem afetiva. Dirige-se à inteligência, sim, mas através da sensibilidade” – relembrou as palavras do autor de Morte e vida Severina. “Você vê os gregos, o Pégaso, o cavalo que voa é o símbolo da poesia. Nós deveríamos botar antes , como símbolo da poesia, a galinha ou o peru – que não voam. Ora, pra o poeta, o difícil é não voar, e o esforço que ele deve fazer é esse. O poeta é como o pássaro que tem de andar um quilômetro pelo chão.” – cita João Cabral.


Ficou-nos de sua poesia títulos de necessária visita vez em quando: Os mortos, seu primeiro título; Três meditações na corda lírica, A rainha arcaica (Prêmio Nacional de Poesia do Instituto Nacional do Livro), Cinco movimentos, O grifo, A sagração dos ossos, Poemas reunidos, O tempo além do tempo e O outro lado

Recentemente, a Editora Girafa havia publicado dois extensos volumes onde se lê uma quantidade significativa da obra ensaística de Ivan: Ensaios escolhidos - De poesia e poetas, o primeiro volume, o poeta afirma que seu ensaísmo, produzido desde a década de 1960, em nada tem a ver com "a crítica literária de um teórico e, muito menos, de um scholar, e sim de um poeta que pretendeu decifrar outros poetas"; Da prosa de ficção, do ensaísmo e da crítica literária, o segundo volume, Ivan perscruta particularidades da prosa que recria pela linguagem o mundo e suas histórias e verdades.  Entre os ensaios do primeiro título é necessário destacar os textos sobre a poética de Baudelaire e Manuel Bandeira; já no segundo o passei que faze pela obra de Aníbal Machado, Per Johns e Stendhal. 

A seguir preparamos um catálogo com fac-símile de um ensaio sobre Manuel Bandeira publicado numa edição da revista portuguesa Colóquio/Letras por ocasião da celebração do centenário do poeta mais cinco poemas de Ivan Junqueira. 





* A entrevista a Floriano Martins aparece publicada no Diário de Curitiba, edição n.13307, de 13 de maio de 2012.