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Mostrando postagens de Junho 16, 2014

Primeiro, o escritor

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Por André Toso


No ano de 1958, o estudante Francisco Buarque de Hollanda passeia calmamente pelos corredores do Colégio Santa Cruz, instituição frequentada pela elite paulista. Carrega em uma das mãos um raro exemplar da primeira edição da obra Macunaíma, de Mário de Andrade. Aos 14 anos, o menino escolhera a dedo o exemplar que emprestaria das estantes forradas de livros que seu pai, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda, colecionava em casa. A presença constante de intelectuais em seu cotidiano e o interesse e a curiosidade precoce por textos literários foram importantes para os passos iniciais do escritor.
No artigo “O historiador escrever sobre seu filho Chico Buarque”, publicado no dia 19 de outubro de 1991, na Folha de São Paulo, Sérgio afirma que desde muito jovem o filho gostava de devorar obras de seus escritores preferidos. Guimarães Rosa, Fiódor, Dostoiévski, Liev Tolstói e Franz Kafka foram suas principais referências na juventude. O voraz leitor Chico Buarque, trilhand…