sexta-feira, 13 de junho de 2014

Fôlego e classe*


Por José Lins do Rêgo 


José Lins do Rêgo e a paixão pelo Flamengo. Não só é um dos maiores cronistas sobre o futebol, como um dos
que primeiro introduz o esporte como elemento do romance.
Muita gente me pergunta: mas o que vai você fazer no futebol? Divertir-me, digo a uns. Viver, digo a outros. E sofrer, diriam os meus correligionários flamengos. Na verdade uma partida de futebol é mais alguma coisa que um bater de bola, que uma disputa de pontapés. Os espanhóis fizeram de suas touradas espécie de retrato psicológico de um povo. Ligaram-se com tanta alma, com tanto corpo aos espetáculos selvagem que com eles explicam mais a Espanha que com livros e livros de sociólogos. Os que falam de barbarismo em relação às matanças de touros são os mesmos que falam de estupidez em relação a uma partida de futebol. E então generalizam: é o momento da falta de espírito admirar-se o que homens fazem com os pés. Ironizam os que vão passar duas horas vendo as bicicletas de um Leônidas, as "tiradas" de um Domingos. Para esta gente tudo isso não passa de uma degradação. No entanto há uma grandeza no futebol que escapa aos requintados. Não é ele só o espetáculo que nos absorve, que nos embriaga, que nos arrasa, muitas vezes, os nervos. Há na batalha dos vinte e dois homens em campo uma verdadeira exibição da diversidade da natureza humana submetida a um comando, ao desejo de vitória. Os que estão de fora gritando, vociferando, uivando de ódio e de alegria, não percebem que os heróis estão dando mais alguma coisa que pontapés, cargas de corpos; estão usando a cabeça, o cérebro, a inteligência. Para que eles vençam se faz preciso um domínio completo de todos os impulsos que o homem que é lobo seja menos lobo, que os instintos devoradores se mantenham em mordaça. Um preto que mal sabe assinar a súmula, que quase que não é gente, assume uma dignidade de mestre na posição que defende, dominando os nervos e músculos com uma precisão assombrosa. Vemo-lo correr de um lado para o outro, saber colocar-se com tal elegância, agir com tamanha eficiência que nos arrebata.

Vi Fausto, aquele que o povo chamava de "Maravilha Negra", dentro de um campo, com trinta mil pessoas, com os olhos em cima dele, vencendo adversários, distribuindo "passes" com o domínio de um mágico. Era um rei no centro do gramado, dando-nos a impressão que tudo corria para os seus pés e para a sua cabeça. Ouvi, outro dia, torcedor, homem do povo, dizendo: "Ah! Como o finado Fausto não aparece outro. Aquele comia a bola!". Aí está bem a imagem verdadeira, a imagem que diz tudo. Comer a bola. É como se a bola fosse só dele, uma comida de seus pés de maravilha. O que havia em Fausto é o que há em Brailowsky; é a perfeição da virtuosidade, é gênio do artista que venceu as dificuldades com mais alguma coisa que o exercício. Fausto não era só o homem feito pelo treino, era o dono de uma fabulosa força nativa. O que dá a Brailowsky a sabedoria não é o cuidado com a sua preparação, é o seu poder de ser da música como um instrumento feito de carne e nervos. Um Fausto não se faz, nasce, projeta-se como obra de Deus.

Domingos é outro que é mestre desde os 19 anos de idade. Quando apareceu em Bangu vinha para ser o maior de todos os tempos, uma natureza de homem frio que trabalha como cirurgião. Não há na natureza dele o brilho, a cor. É um mestre do claro-escuro. Domingos é dos que gostam de machucar os nervos das multidões. Às vezes, ele brinca com fogo, arrasta o ser arco a perigos iminentes. E lento como se quisesse matar os fãs do coração, ele faz as suas "tiradas" que são verdadeiros golpes de vida ou morte. Domínio de nervos e de músculos que nos deixa orgulhoso da espécie humana.

Mas, mais do que os homens lutam no gramado, há o espetáculo dos que trepam nas arquibancadas, dos que se apinham nas gerais, dos que se acomodam nas cadeiras de pistas. Nunca vi tanta semelhança entre tanta gente. Todos os setenta mil espectadores que enchem um "Fla-Flu" se parecem, sofrem as mesmas reações, jogam os mesmos insultos, dão os mesmos gritos. Fico no meio de todos e os sinto como irmãos, nas vitórias e nas derrotas. As conversas que escuto, as brigas que assisto, os ditos, as graças, os doestos que largam são como se saíssem de homens e mulheres da mesma classe. Neste sentido o futebol é como o carnaval, um agente de confraternidade. Liga os homens no amor e no ódio. Faz que eles gritem as mesmas palavras, e admirem e exaltem os mesmos heróis. Quando me jogo numa arquibancada, nos apertões de um estádio cheio, ponho-me a observar, a ver, a escutar. E vejo e escuto muita coisa viva, vejo e escuto o povo em plena criação. 

Outro dia acabava de ler um artigo de Augusto Frederico Schmidt sobre clássicos e modernos. Jogava o Flamengo com o Fluminense. Era uma partida que os jornais chamavam de clássica. Então ouvi dois pretos na conversa: "é o que lhe digo, esta história de futebol ensinando demais dá em 'lero-lero'. No meu tempo futebol se jogava no campo. E a gente via um Candiota, um Néri, um Mimi Sodré e fazia gosto. Agora não. O jogador entra em campo com o jogo mandado. E dá nisso, neste 'lero-lero'."

Ao o outro negro falou: "Qual nada. Isto é classe". "Que classe, que coisa nenhuma. São uns mascarados", foi dizendo o primeiro. "De que serve a classe se eles não têm fôlego?"

Ouviu-se um grito tremendo de todo o estádio. Era Domingos que fazia uma tirada como um toureiro que matasse um touro bravo.

"Este tem classes", disse o primeiro negro.

"É mas tem fôlego também", disse o segundo negro.

E aí estava todo o problema que eu e o poeta Schmidt debatíamos: Fôlego e Classe.


* José Lins do Rêgo foi um apaixonado por futebol, sobretudo, o Flamengo, clube pelo qual era capaz de cometer todas as loucuras. Foi um dos primeiros romancistas a fazer do futebol elemento para o romance com a obra Água-mãe, publicado em 1941. Na primeira parte do livro é contada a história da paixão de Joca por futebol e seu futuro promissor no esporte. Divide com Nelson Rodrigues e Mário Filho o título do maior cronista esportivo da literatura brasileira com mais de mil textos do gênero publicados. "Fôlego e classe" foi publicada em Poesia e Vida, de 1945. 


Cartas a Nelson Algren – Um Amor Transatlântico (1947-1964), de Simone de Beauvoir


Por Rafael Kafka



Simone de Beauvoir é a pensadora e escritora que ficou muito famosa por seus textos de caráter autobiográfico. A maioria de seus romances e novelas é baseada em histórias ouvidas de pessoas próximas a ela ou de mulheres que passaram por sua vida e relataram histórias de sucesso ou fracasso. É com material assim que ela criou obras de imensa qualidade literária como Os Mandarins e A Mulher Desiludida.

Por conta desse seu método, Simone produziu textos de profundo valor existencial e de rica variedade temática. Se em Os Mandarins temos o tema da vida intelectual dos heróis da resistência francesa, em A Mulher Desiludida já vemos três histórias contadas em três gêneros textuais distintos sobre a vida de mulheres que se depararam com o fracasso mais cedo ou mais tarde. O monólogo, o diário e o formato mais padronizado de uma narrativa contam as histórias de uma mulher que descobre que seu marido tem um caso extraconjugal e ainda assim não se decide a romper tudo; a de uma mulher desesperada com os rumos de sua vida e que assume uma postura neurastênica perante a vida; e de uma mãe que descobre que seu filho escolheu rumos diferentes dos que ela planejara para ele, ao mesmo tempo em que começa a se sentir com um contato cada vez mais próximo do fim da vida.

A imensa presença de autobiográficos nas suas obras fez com que a autora tivesse de lidar com imensos problemas. O principal eram amigos que não gostavam nada do modo como eram representados por Simone em seus textos. De qualquer forma, Simone se preocupa em preservar a honra de diversas pessoas trocando seus nomes próprios por pseudônimos. Por outro lado, os textos nos ajudam a ter uma noção muito acurada do panorama social e histórico da geração de intelectuais existencialistas que causou grande rebuliço no período pós Segunda Guerra Mundial.

Até o presente momento, eu achava que Os Mandarins era o livro que melhor propiciava essa bela crônica parisiense e intelectual. Contudo, foi-me preciso ler outro livro para ter uma noção ainda mais profunda de tal crônica. Vale lembrar, que além de uma literatura cheia de fatos autobiográficos, Simone escreveu muitos livros propriamente classificados em autobiografias. Os mesmos formam como que uma saga feita com o próprio sumo da existência e mostram o crescimento físico e intelectual da autora feminista francesa de um modo muito belo e tocante.

Contudo, como diz o protagonista da célebre novela Notas do Subsolo de Dostoiévski, quando fazemos uma biografia de nós mesmos nunca somos completamente fiéis à realidade: omitimos detalhes por medo ou vergonha, realçamos aspectos por arrogância ou complacência, deixamos de ver coisas que os outros veem, etc. Por conta disso, nem mesmo um diário pessoal é capaz de passar a imagem mais plena de um ser humano. Palavra e realidade sempre se complementam em uma relação de conflito, o que foi bem explorado por autores como nossa Clarice Lispector. É essa deficiência que torna interessante ainda mais ler as obras de autores como Simone, ainda mais quando fazemos um paralelo entre o que ela escreve em seus livros publicados e em seus textos mais pessoais.

Um fato curioso é que Simone diz em Balanço Final, o penúltimo de seus livros autobiográficos, que ela passara a se interessar em ler livros compostos por correspondências e diários. Tais textos que são produtos mais de editoração do que autoria, já que os autores em geral não os escrevem para hipotéticas publicações, dão relatos mais realistas, ainda que formatados como todo e qualquer texto verbal, da vida de seus escritores. Por conta disso, muitas vezes quando nosso lado curioso se torna mais forte, é a eles que devemos recorrer para entendermos melhor de quem estamos falando e lendo obras.

Nelson Algren e Simone de Beauvoir. Foto:  Chicago Tribune

É dentro dessa perspectiva que segui à risca a dica de Simone de Beauvoir e comecei a me interessar por diários e cartas pessoais de autores célebres. Para começar tal tipo de leitura, nada melhor do que ler minha musa existencialista e suas cartas de amor ao “jovem provinciano de Wabansia” Nelson Algren.

Simone de Beauvoir conheceu Nelson Algren em 1947, mais precisamente em fevereiro do dito ano. Algren foi apresentado por uma amiga em comum a Simone, e ficou encarregado de ser o seu cicerone, um guia turístico pela cidade Chicago. A autora ainda não era o mito filosófico que se tornaria alguns anos depois por conta do lançamento de O Segundo Sexo, mas já possuía um considerável renome que a levou a fazer um ciclo de conferências nos Estados Unidos da América em diversas cidades.

Algren e Simone acabam se apaixonando e tais cenas de amor podem ser vistas tanto em Os Mandarins (onde Algren é representado por Lewis) quanto A Força das Coisas, o mais volumoso e, ao meu ver, melhor tomo das memórias de Simone. A partir de então, eles começam uma longa correspondência que dura cerca de 17 anos, sendo a maior parte dessas cartas repletas de um profundo sentimento de ternura e amor de Simone.

Contudo, para o leitor que pode ter algum tipo de aversão à leitura de textos mais sentimentais, as cartas de Simone são também um grande documento histórico, pois revela os bastidores do universo existencialista francês do pós-guerra. Vemos como Simone e Sartre possuem uma vida a dois bastante peculiar, permeadas de viagens a outros países, compromissos políticos, longas horas de leitura e escrita, além das peculiares noitadas existencialistas que ofendiam a honra e a moral puritana da França. Vemos Simone romper seu relacionamento sexual e afetivo com Bost, grande amigo dela e de Sartre (ex-aluno deste último) e que possui um envolvimento com Olga, que outrora teve relacionamento afetivo tanto com Sartre e Simone (o que pode ser conferido de forma bem interessante em A Convidada). Contemplamos os conflitos ideológicos e filosóficos que aos poucos afastam o casal do amor livre de Camus, mais idealista e conservador em relação aos métodos de mudança política, de Arthur Koestler que se torna um severo anti-comunista e de Merleau-Ponty, um dos editores da lendária revista Les Temps Moderns. Vemos também como Simone lida com as amizades problemáticas que ela têm, como a famosa “mulher feia”, Olga já cita acima e a alcoólatra Toulose.

No tocante ao conteúdo lírico das cartas, observamos Simone ter um comportamento que pode chocar diversas feministas ferrenhas, pois ela em diversos momentos fala em ser uma “esposa fiel” a Algren, dedicando-se inclusive àquelas ocupações domésticas tão negativamente analisadas por em ela seu imenso ensaio feminista. Todavia, ao mesmo tempo em que fala de tal forma, Simone jamais larga tudo o que tem na França para ir ao encontro de Nelson. Engajada com o futuro de seu país, ela durante quatro anos mantém com o escritor norte americano um ciclo de encontros de meses, nos quais moram juntos e viajam por diversas localidades dos Estados Unidos e da América Central. Em 1949, Algren faz sua primeira viagem à França e de lá eles conhecem diversos países, inclusive da África.

O que fica evidente é que Simone acha interessante a peculiaridade desse seu amor transatlântico, por mais dor que isso lhe cause. Ao chamar de marido o seu jovem provinciano, ela não diz que quer abrir mão de sua vida em prol da dele, como muitas mulheres ainda hoje fazem pelo seu homem; podemos considerar isso como um recurso poético para enfatizar a ele como ela tinha ternura e amor, apesar da imensa distância que os separava. Para Simone, tal distância se convertia na chance de se utilizar o sentimento amoroso como forma de compartilhar experiências e sentimentos causados em diversos contextos diferentes.

Nelson, contudo, reage mal a isso, sempre dizendo que quer encontrar alguém para viver de forma mais fixa, no tradicional casal bígamo. O seu temperamento é bem diferente do de Simone, que é mais sociável e trabalhadora, tendo ganhado inclusive o singelo apelido de Castor de Sartre anos antes. Algren possui uma mente mais marginal, sedentária, lembrando por seu temperamento seres como Charles Bukowski. Por conta disso, por Simone jamais abrir mão de sua vida na França também, em 1950 Algren assume não mais amar Simone, o que não interrompe a relação de ambos, que viria a ser encerrada muitos anos depois por conta de ataques públicos de Algren, enfurecido com as visões de Simone em relação ao amor vivido por eles expostas no já citado A Força das Coisas.

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir

Há um detalhe interessante a ser citado aqui. Muitos imaginam que Sartre e Simone possuíam uma relação de amor e sexo muito intensa, envolvendo inclusive diversos outros parceiros. Isso é verdade em parte. O pacto de amor de Castor com o Prêmio Nobel de 1964, que foi estabelecido à altura dos acontecimentos de A Força da Idade sofre uma severa mudança após um determinado período de anos. Sartre era uma pessoa assexuada, que dizia ter preguiça do prazer sexual. Muito disso pode ser explicado ao leitor lendo sua pequena e profundamente existencial autobiografia As Palavras, na qual vemos como aquele pequeno infante se tornou desde muito cedo cheio de amor próprio e falta de necessidade de possuir companhias por muito tempo. Claro que Sartre teve casos sexuais com outras mulheres, mas Simone diz para Algren que havia pelo menos dez anos que os dois não se tocavam mais. O que eles possuíam era um casamento intelectual, com Simone possuindo imensa afeição por Sartre e valorizando pouco a atração sexual. Entretanto, talvez carente disso, ela vê em Nelson o complemento de seu amor por Sartre, com algo mais físico, carnal. Percebemos então a cruel realidade amorosa: nunca estamos satisfeitos e muitas das vezes nosso amor é mais uma questão de negação do desejo pessoal do que realmente um idílio de poesia romântica.

Com a internet e a velocidade das informações, além da tecnologia dos meios de transporte, fica até certo ponto imaginar um amor como o de Nelson e Simone hoje em dia. Com mais chances de dar certo, inclusive. Naquela época, ligações telefônicas eram caras e horríveis, telegramas eram o SMS e os aviões possuíam chances de queda com uma frequência assustadora, o que fazia Simone todas as vezes brincar com Nelson sobre o seu corpo espatifado e cheio de amor por ele, caso ocorresse um acidente. É preciso, ao ler esse livro, despir-se do modo de sentir a realidade de hoje e ter-se noção de que o livro foi “escrito” há mais de 60 anos, em um período em que nossa pós-modernidade começa e o mundo começa a ficar menor e mais caótico.

Simone e Nelson amam sobre um cenário de tensão política muito intensa, e isso fica claramente refletido no texto das cartas. Muitos podem criticar a falta de feminismo da autora nessa correspondência, mas se levarmos em conta que mesmo cheia do mais profundo amor ela jamais abandonou amigos e projetos por conta de uma relação romântica; se ela sempre se manteve autônoma em sua relação com Sartre, Bost e outros mais; vemos então que ela, em sua vida prática, com o rol de contradições cabível a qualquer ser humano, conseguiu ser aquilo que disse em seu ensaio feminista: uma mulher livre para amar e viver.

Infelizmente, as cartas de Nelson não estão disponíveis. Por motivos que Sylvie Le Bon, sua filha adotiva e tradutora do inglês para o francês da correspondência explica no prefácio do livro, os agentes de Algren proibiram a publicação das cartas escritas por ele. Juntas, as cartas dos dois autores dariam um incrível panorama social, histórico e existencial de dois escritores em uma empreitada romântica assaz peculiar para a época. Ainda assim, as cartas de Simone dão um considerável volume de umas 500 páginas, capaz de entreter um leitor por diversas horas.

Nessas cartas, vemos uma imensa pensadora que perde a sua máscara de formalidade existente nos ensaios e romances, tornando-se uma mulher de imensa doçura e romantismo, ao mesmo tempo consciente dos riscos e conflitos existentes ao seu redor. As cartas escritas a Nelson Algren são mais um exemplo de obra, que mesmo sendo de um caráter mais editorial, mostram a genialidade e a peculiaridade desse incrível ser chamado Simone de Beauvoir.

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Rafael Kafka é colunista no Letras in.verso e re.verso. Aqui, ele transita entre a crônica (nova coluna do blog) e a resenha crítica. Seu nome é na verdade o pseudônimo de Paulo Rafael Bezerra Cardoso, que escolheu um belo dia se dar um apelido que ganharia uma dimensão significativa em sua vida muito grande, devido à influência do mito literário dono de obras como A Metamorfose. Rafael é escritor desde os 17 anos  (atualmente está na casa dos 24) e sempre escreveu poemas e contos, começando a explorar o universo das crônicas e resenhas em tom de crônicas desde 2011. O seu sonho é escrever um romance, porém ainda se sente cru demais para tanto. Trabalha em Belém, sua cidade natal, como professor de inglês e português, além de atuar como jornalista cultural e revisor de textos. É formado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e começará em setembro a habilitação em Língua Inglesa pela Universidade Federal do Pará. Chama a si mesmo de um espírito vagabundo que ama trabalhar, paradoxo que se explica pela imensa paixão por aquilo que faz, mas também pelo grande amor pelas horas livres nas quais escreve, lê, joga, visita os amigos ou troca ideias sobre essa coisa chamada vida.