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Mostrando postagens de Maio 27, 2014

As ilustrações de Carybé para Macunaíma, de Mário de Andrade

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Macunaíma é uma obra síntese da virada porque passou a literatura brasileira. Única naquela ocasião por redesenhar as fronteiras da identidade de um povo que, passado muitos anos de sua independência, ainda insistia com a aquela dependência cultural dos modelos europeus. Publicada em 1928, a obra com o subtítulo “o herói sem nenhum caráter” foi escrita em pouco mais de um mês – dezembro de 1926 – e passou por sucessivas revisões até ficar ponta. Apropriando-se da trajetória errante do herói clássico, a narrativa é também uma epopeia do herói da nossa gente, nascido no “fundo do mato-virgem”, às margens do rio Uraricoeca, descendente da tribo dos tapanhumas, em busca da famosa pedra muiraquitã.
Mário de Andrade, concorda Antônio Bento com o já afirmado pela crítica nacional “foi na verdade o grande bandeirante e desbravador da cultura nacional de seu tempo. Queria que os brasileiros escrevessem mais ou menos como o povo fala comumente neste país. Pretendia mesmo estruturar uma língua n…