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Mostrando postagens de Abril 28, 2014

Pasolini, de Abel Ferrara

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É talvez uma das melhores estreias do ano. Pasolini ilustra as últimas horas de vida do criador italiano, vivido por Willem Dafoe. Em sua trama há uma reivindicação do Pasolini escritor de obras como Meninos da vida (1955), seu primeiro romance e a mais acessível literariamente, uma crônica descarnada e portanto sincera da vida na periferia de Roma depois da II Guerra Mundial, e de A religião de meu tempo; junto a eles estão Nebulosa, um roteiro dedicado aos diretores Gian Rocco e Pino Serpi que nunca foi filmado integralmente, Nova York, escrito depois de duas intensas viagens à cidade estadunidense, e Demasiada liberdade sexual os converterá em terrorista, compilação de artigos jornalísticos, ensaios, Quase um testamento, reflexões publicadas postumamente e a entrevista que concedeu poucas horas antes de morrer ao jornalista Furio Colombo, de La Stampa, em que diz, “Aspiro a que olhes ao teu redor e te dês conta da tragédia, qual tragédia (?), a tragédia é que já não há seres human…