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Mostrando postagens de Dezembro 6, 2013

A solidão imortal do vampiro (III)

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Por Márcio de Lima Dantas



Lua quarto minguante: Cláudia, a mulher como eterno joguete dos homens (o irremediável mal da “condição feminina” face ao âmbito do masculino)
Como sabemos, o vampiro permanece durante toda a eternidade com o corpo igual ao que estava no dia em que foi transformado em imortal pela mordida e pelo sugar daquele que lhe bebeu o sangue. Daí o fato de a personagem Cláudia (Kirsten Dunst) permanecer com o corpo de menina, mesmo tendo a alma de uma mulher extremamente intuitiva e maliciosa, sendo capaz de fazer uso de qualquer expediente para conseguir o que deseja.
O engraçado é que a vampira-menina Cláudia arrasta consigo o étimo do seu antropônimo. Falo da sua maldita condição de nunca poder ser a completude do outro. O étimo da palavra Cláudia quer dizer “coxa, manca, incompleta” – pessoa que não servirá de cara metade para ninguém. Como a maioria das mulheres – pois foram historicamente assim constituídas, condicionadas –, outorgará ao masculino o sentido da sua f…