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Mostrando postagens de Julho 5, 2012

Carlos Drummond de Andrade e o tempo das revistas

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“Essas revistas, lidas, relidas, alisadas no excelente papel couché, fizeram minha iniciação literária, muito imperfeita mas decisiva. Guardo até hoje visualmente de cor, por assim dizer, páginas e páginas das duas. Sei a posição das gravuras, os títulos das matérias”. 

Drummond, Tempo vida poesia
Quando eu era criança, lembro-me que minha avó costuma guardar entre uma pilha de velhos papéis aquilo que ela chamava por folhetos. Havia entre eles os cordéis e estes sim eram os folhetos, mas havia também algumas revistas; O cruzeiro era uma delas, lembro-me bem. Esses papéis avulsos eram o entretenimento dela nas horas vagas na fazenda. Devem ter sido lidos de frente para trás e trás para frente até serem incorporados nas histórias que contava para os netos, misturando-se aí o inventado com o acontecido. Como minha avó e muitos do interior do Brasil, as primeiras revistas surgidas no eixo Rio-São Paulo – em Natal, depois fiquei sabendo que houve algumas – serviram para ligar os brasileiro…