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Mostrando postagens de Maio 30, 2012

Bastardos inglórios, de Quentin Tarantino

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Por Pedro Fernandes


Há em Quentin Tarantino uma ironia sangrenta; quem assistiu Kill Bill e depois este Bastardos inglórios entenderá o sentido ou o conceito impresso nesses termos. O anterior é, numa leitura de duas palavras, um blasé entre uma “ex-gângster” e seus ex-parceiros do esquadrão. Dividido em dois volumes, o filme bebe na fonte dos textos escritos pela forma como está estruturado e é altamente contaminado por um jogo intercinematográfico difícil de precisar os seus limites. O modo se repete no filme de 2009. Usando dos momentos históricos do nazismo e da Segunda Guerra Mundial, Tarantino dá espaço para a atuação de dois planos elaborados por contraventores ao regime de Hitler; planos que vão desembocar na ideia de assassinato do próprio ditador, muito embora não pareça ser esta a direção inicial da narrativa. Prevalece aqui certa autonomia do desenvolvimento do texto, mesmo sabendo que há presente por trás de tudo um arguto criador.
Isso porque damos com um filme que a princ…