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Mostrando postagens de Maio 3, 2012

José Luís Peixoto

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José Luís Peixoto revela-se com uma singularidade, não inédita, mas da maneira que faz, a torna única, fundir a prosa com o poesia. No seu caso, os dois limites da linguagem alcançam uma harmonia textual. É um gesto que decompõe as fronteiras imaginariamente desenhadas entre um modelo discursivo e outro.

Está em toda sua literatura, desde Morreste-me seu livro de estreia. Trata-se de uma escrita que põe em suspensão as maneiras de ser do escrito; está impregnada de uma musicalidade. Algo herdado possivelmente de um gosto à parte de Peixoto: compor canções. Nesse segmento tem, ao longo de sua carreira escritural, desenvolvido saudáveis parcerias.

Interessante citar essa proximidade com a música porque isso é coisa que se repete noutros escritores de sua geração: Valter Hugo Mãe e Afonso Cruz, por exemplo. Produto de figuras com múltiplos talentos? Possivelmente. A geração dos mais novos é desde sempre uma geração marcada pelo gênio da inquietude.

Músicos à parte, voltemos à literatura…