terça-feira, 6 de março de 2012

Livro Poesia Clandestina será lançado no próximo dia 14 de março


Há iniciativas que carecem de apoio à divulgação não pelo ideia presa do termo "carência", mas pela qualidade do trabalho. É assim com essa ideia que levo adiante no post de hoje do Letras in.verso e re.verso. O poeta, contista, cronista, romancista, jornalista, editor e outras tantas qualidades profissionais, Mário Gerson, que conheço já de longa data e já até postei uma nota aqui no blog sobre um projeto que ele conduz com outros poetas mossoroenses chamado Movimento Novos Poetas, prepara um largo passo dessa empreitada que tem feito balbúrdia - e boa balbúrdia - no universo literário do Rio Grande do Norte, em parceria, é claro, com outros projetos conduzidos por ele, como o jornal cultural CLANDESTINO, que foi reconduzido ao lugar devido e hoje caminha com fôlego novo e respira da escrita de profissionais e amadores da palavra. O que, volto a dizer, é qualidade divulgável, sabendo eu, dos entraves midiáticos e financeiros para projetos desse quilate em terras de papa jerumim. Não apenas isso, mas pelo a ideia é boa porque é independente, prima pela qualidade artística e se pauta por um tipo de mídia que por aqui não existem. Já disse noutros momentos que o Rio Grande do Norte talvez seja o único estado da federação em que os meios de comunicação simplesmente ignoram os artistas de seu lugar e não dispõe de uma página sequer a esse público. Talvez esteja aí o resultado da falência de muitos. Chegará o dia, creio, que vender miséria, politicagem e desgraça não dará mais lucro aos jornais. Ah, se vai!


(press release)


O jornal cultural e literário CLANDESTINO lançará, no próximo dia 14 de março, Dia Nacional da Poesia, sua primeira antologia poética, intitulada Poesia Clandestina, com poemas de Camila Paula, Ellen Dias e Samuel Paiva.

A obra, que recebe o selo do jornal em co-edição com a editora Queima-Bucha, será lançada às 20h, na Biblioteca Ney Pontes Duarte, em comemoração ao Dia Nacional da Poesia, 14 de março. “Este livro representa um momento importante para a poesia local. Representa, também, a renovação das vozes poéticas da cidade. É a primeira vez que o jornal CLANDESTINO investe em uma publicação e com selo próprio, em co-edição com a editora Queima-Bucha”, esclarece o editor-fundador do CLANDESTINO, jornalista e poeta Mário Gerson.

A primeira antologia poética do jornal é fruto de publicações esparsas dos jovens autores no blog do Movimento Literário Novos Poetas, criado a partir da união de cinco autores locais. “A antologia é o primeiro passo para as Edições Clandestino, selo referente ao jornal, que a partir de agora começará a publicar os seus próprios livros”, destaca Mário Gerson.

Segundo ele, as comemorações do CLANDESTINO referentes ao Dia Nacional da Poesia contarão com um bate-papo literário com Ellen Dias, Samuel Paiva e Camila, além de apresentação da banda Negantonho e dramatização da Cia. Escarcéu de Teatro e recital. “Vamos comemorar o Dia Nacional da Poesia, a importante data que nos faz lembrar Castro Alves, com debates e recital. É uma forma de enriquecermos a literatura, falando sobre o fazer poético, sua natureza, suas nuances, seus labirintos”, frisa.
 
  
Os autores – Camila Paula é natural de Mossoró. Formou-se em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), onde atualmente faz mestrado em Educação.

Ellen Dias é jornalista graduada pela Uern. Atua no mercado desde 2009 e passou pelas equipes de reportagem da TV Mossoró e do Jornal de Fato.  Apaixonada por cinema, música e literatura. Adora gatos. Faz parte do grupo Alterna Comunicação, atuando com produção e direção de vídeos. Escreve poesia desde os 15 anos, começou por hobby, e assim o faz até hoje. Mais publicações em seu blog pessoal

Já o poeta Samuel Paiva é natural de Rafael Godeiro. Desde 2009 publica os mais variados tipos de produções literárias no blog pessoal e tem poesias publicadas no jornal GAZETA DO OESTE.


Gabriel García Márquez



Nascido em 1928, em Aracataca, cidadezinha ao norte da Colômbia, foi criado ao lado do seu avô materno Nicolás Ricardo Márquez Mejía, então coronel da guerra civil colombiana de início do século passado. Estudou em colégio jesuíta, depois da morte dos avós, quando foi morar com os pais em Barranquilha. Iniciou, já em Bogotá, mas abandonou devido a necessidade de trabalho o curso de Direito. Pela época tornou-se correspondente jornalístico; viveu em Roma, Paris, Nova Iorque, Barcelona e México, sempre devido a profissão que exerceu com o amor que nutriu, desde sempre, pelas letras.

Escreveu uma quantidade significativa de obras literárias, algumas, pérolas da literatura universal, mas se consagrou com Cem anos de solidão, que é, talvez, sua obra mais conhecida e acusada por alguns críticos como a que mais se aproxima de um modelo de estado comunista.

A cidade misteriosa de Macondo, onde se desenvolve as ações nessa obra, estaria, não colocando eleições diretas para um representante do lugar e pela quantidade significativa de revoluções, sendo uma representação metonímica do próprio estado revolucionário idealizado por Che Guevara e levado a cabo por Fidel Castro, com quem o escritor teve relações muito próximas.

Aliás, é sobre essa questão nebulosa que, em março de 2010, chegou às livrarias brasileiras a versão para o português de Gerald Martin, Gabriel García Márquez: o escritor e o ditador. Polêmicas à parte - porque estas, todo grande escritor as tem - o caso é que o romance, a obra, e pensamento crítico do escritor colombiano são peças sem precedentes e sem sucessores na literatura latino-americana.  

Mas, antes do romance que o consagrou mundialmente, foi com Ninguém escreve ao coronel, livro cuja narrativa é descrita como marcada por forte veio histórico, porque parte do episódio sobre o naufrágio de Luis Alejandro Velasco, publicada primeiro como folhetim no jornal El Espectador e dois anos depois em livro que iniciou, ou o revelou, de fato, na literatura. Já neste livro, se verifica os traços do que ficou designado pela crítica sobre o Boom Latino-Americano como realismo fantástico, que, dizendo em duas palavras, trata-se de uma fusão entre realidade e fantasia.

Além das Letras, é sabido que, e a amizade de García Márquez com alguns nomes do cinema provam isso, carregou outra paixão. Na sétima arte ainda fez experimentos com diretor na construção do enredo de outros; em 1950 estudou no Centro Experimental de Cinema em Roma, experiência que o terá levado a mais de trinta anos depois, quando já participara de algumas leituras de sua obra para o cinema, a criar a Escola Internacional de Cinema e Televisão em Cuba para apoiar a carreira de jovens da América Latina, Caribe, Ásia e África.

O escritor morreu no dia 17 de abril de 2014, na Cidade do México. Além dos romances, escreveu crônica, contos e infanto-juvenis; esta última face talvez desconhecida de muitos leitores. O reconhecimento por sua obra está em toda parte, sobretudo, na extensa lista de títulos, honrarias, homenagens e prêmios que recebeu ao longo da vida, entre eles, está o Prêmio Nobel de Literatura, em 1982.

Abaixo, deixamos um arquivo em que o leitor tem acesso ao Discurso de Estocolmo, lido por ocasião da recepção do Prêmio Nobel de Literatura em dezembro de 1982. Aqui, você pode ouvir o áudio.





atualizado em 17/04/14.