Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Jorge Lucio de Campos

O poeta Jorge Lucio de Campos teve poemas seus incluídos na 3ª edição do caderno-revista 7faces, publicada em finais de 2011. Agora, está lançando pela Bookess e pela Clube de Autores, em versão impressa e em e-book, três coletâneas Os nomes nômades, Paisagem de noites e A realidade da pedra. Trata-se de uma versão revisada de suas cinco primeiras coletâneas, já esgotadas, Arcangelo (EdUERJ, 1991), Speculum (EdUERJ, 1993), Belveder (Diadorim/UNESA, 1994), A dor da linguagem(Sette Letras, 1996) e À maneira negra (Sette Letras, 1997), agora reunidas nestas três. 
Jorge Lucio de Campos é do Rio de Janeiro. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde cursou ainda o Mestrado em Filosofia, o Doutorado e um Pós-Doutorado em Comunicação e Cultura. Atualmente exerce a profissão de Professor em Análise da Informação, Introdução à Arte Contemporânea, Pensamento e Visualidade e Questões de Estética e de Teoria do Design na Escola Superior de Desenho Industrial, da…

Mariano Tavares – Sem Parar

Imagem
(press release)

Oscar 2012, sem surpresas

Imagem
Não fiquei esperando - como no ano passado - a saída das premiações principais. Mas, dando uma corrida de olhos pela lista dos vencedores não encontrei nenhuma supresa.
No ano em que o cinema encontrou-se consigo próprio e firmou-se metalinguístico - com filmes como O artista e As invenções de Hugo Cabret, dois favoritos ao prêmio de melhor produção, os ganhadores já estavam todos previstos. O artista firmou-se o melhor de todos e levou a estatueta do melhor filme, seguido de As invenções que arremata melhor efeitos visuais, fotografia, entre outros. Meia-noite em Paris, melhor roteiro; Os homens que não amavam as mulheres, melhor edição; Meryl Streep, melhor atriz e o Dama de ferro, arremata ainda, melhor maquiagem. Destaque é para o curta de animação The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore que levou o prêmio de melhor nessa categoria.

Millenium - Os homens que não amavam as mulheres, de David Fincher

Imagem
Por Pedro Fernandes



Quando saía do cinema ouvi uma pergunta-comentário de alguém que também saía: "Afinal, por que Os homens que não amavam as mulheres se o filme inteiro não se constata isso?" Perguntaria a essa telespectadora se ela realmente viu o filme de uma ponta a outra. É evidente que foco ou o centro do filme não se firma nas sessões de violência contra as mulheres, mas isso constitui a camada sobre a qual está sobreposta toda sua trama. E, por falar em trama, é ela a que faz desse um filme brilhante. Diria que, para o padrão dos filmes atuais, é mesmo sofisticada. 
Sem perder de vista, claro, também o padrão fotográfico da película de Fincher. Frio. E capaz de somente ele nos provocar a sensação de claustrofobia que, de certo modo, está aí presente. O cenário de tudo é a Suécia. O que um país de primeiro mundo, com índices sociais, de educação, saúde, democracia etc. no topo daquilo que os ranques classificam por índice de desenvolvimento humano tem a contar? Talv…

Diálogo das Letras

Imagem
Outro dia, redigi uma nota para minha página pessoal no Facebook sobre uma ideia posta on line a não muito tempo, mas que vinha sendo gestada desde minha estadia como aluno no mestrado em Letras na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia, em Pau dos Ferros. Trata-se da revista eletrônica Diálogo das Letras.
A ideia é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa em Produção e Ensino do Texto, do Departamento de Letras, daquele campus universitário. Nasce com a proposta de tiragem semestral e com o intuito de publicar textos originais e inéditos (que não tenham sido publicados em outros periódicos ou em livros) resultantes de pesquisa e de trabalhos acadêmicos, teóricos ou empíricos, qualitativos e/ou quantitativos, vinculados à temática da produção e ensino do texto.
A especialidade da revista, como todo veículo acadêmico são as produções escritas de artigos e resenhas. Para os primeiros textos aceitam-se, inclusive, materiais de …

Románico Digital

Imagem
É este o nome de uma plataforma eletrônica posta on-line por esses dias. Románico digital pretende ser o maior portal na web especializado em arte europeia do século XI ao XIII. Disposta gratuitamente, já abarca um total de mais de 60 mil fotografias e informações sobre mais de 4 mil monumentos da Península Ibérica. As informações dão contas da história, detalhes, localizações e mapas. 
Románico digital é fruto de um projeto chamado Centro de Documentação de Arte Românica, criado pela fundação espanhola Santa María Real e seu objetivo é o de fomentar o estudo da arte e das formas de vida no período e cumpre ainda a missão (grandiosa) de alertar para o perigo de degradação desses monumentos. 
A Fundação Santa María Real é, conforme a sua Carta de Fundação, datada junho de 1994, uma instituição sem fins lucrativos e tem seu sede no Monastério de Santa Maria Real de Aguilar de Campo, Palência.
Além da página na web, o projeto tem abrigo ainda numa fan page do Facebook.



Onde iremos parar

A invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese

Imagem
Por Pedro Fernandes


Quando assisti ao trailer para A invenção de Hugo Cabret não entendi qual a razão de ser este um dos filmes mais cotados ao Oscar de 2012. Mas um nome na direção me intrigou: Martin Scorsese. Raros foram os filmes do cineasta que me decepcionaram; para falar verdade, nenhum. Alguns do início de carreira são um tanto monótonos, mas o enredo, por exemplo, é sempre muito bem arquitetado. Quando nasce-se para ser grande, é grande eternamente. Essa afirmativa que dou sobre Scorsese poderia ser estendida como tema central do filme aqui em questão. E, logo, entenderemos o porquê. Voltemos ao trailer. Parece ser efeito do gênero: antes de guiar o telespectador na escolha do filme o de não dizer muito (na grande maioria dos casos) sobre o que será exibido. Tenho visto trailers muito bons e que me deparo com o filme, é uma decepção só. Nesse caso, o efeito foi justamente o contrário.

A invenção de Hugo Cabret entra para o rol daqueles grandes filmes que aproveitam-se de dois m…

Jorge, amado Jorge

Imagem
Este foi o título dado ao enredo da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense que viu no centenário de Jorge Amado, celebrado neste ano de 2012, e no colorido a obra do escritor baiano, a inspiração para montar um desfile. Vendo um retrospecto dos desfiles e algumas imagens, me parece ter sido um das mais luxuosas das escolas postas no domingo na avenida do samba, muito embora tenha havido alguns problemas na evolução. 
Destaque é para a comissão de frente (foto) chamada de "Capitães da areia" que se inspira no romance homônimo de Jorge Amado publicado em 1930, com trapezistas coreografando formas de carrossel humano. Na obra, um grupo de meninos de rua sobrevive às custas de pequenos furtos na Salvador em constante evolução e o carrossel aí representa um instante de iluminação poética para a mudança de vida dos meninos. O romance já mereceu uma adaptação, em 2011, para o cinema e para videogame.

Van Gogh interativo

Imagem
Entre 1889 e 1890, Van Gogh esteve internado num asilo em Saint Rémy Provance. Durante esse período dedicou-se a pintar todas as paisagens da região. O período é rico na sua carreira porque agora está desvinculado do impressionismo e se desenvolve um estilo muito próprio. Foi então que concebeu A noite estrelada, obra pintada de memória e não através de uma visualização da paisagem a ser retratada.
Agora, o artista grego PetrosVrelliscriou umavisualização interativa através de um sintetizador que dá "vida" ao famoso quadro de VanGogh.Asimulação é simples, porém elegante, composta de fluidosque se formam suavemente quando o espectador toca na tela. Se o sentido de movimento antes era deduzido pela forma de disposição das cores, agora o mover-se faz-se real pela capacidade de deformação da imagem que pode ser alterada na movimentação do fluxo das partículas de tinta que compõem o quadro e seu retorno ao estado de origem. 
Abaixo veja o vídeo que apresenta uma peformance de A no…

Joyce para crianças

Imagem
Se James Joyce é complexo para os adultos (convenção questionável), resta lê-lo na "versão infantil" para saber se essa característica se revigora ou muda. Vou confessar que sou admirador do escritor por causa desse mito da leitura complexa - devo ter algum tipo de masoquismo por leituras do tipo - mas desconheço sua obra, tanto a "adulta" quanto a "infantil".

A ITHYS PRESS, uma pequena editora da Irlanda anunciou, recentemente, a primeira aparição de uma versão impressa de um conto do autor de Ulisses. The cats of Copenhagen (Os gatos de Copenhague - tradução literal) é o nome da obra em questão. A edição que agora sai publicada é uma tiragem rara e especial de somente 200 exemplares.
A modo de O gato e o diabo (já editado no Brasil pela Cosac Naify), outro exemplo e parece que único apenas conhecido do Joyce "infantil", essa nova obra, diz a editora, soma-se no teor de surpreendente subtexto do anterior. As duas obras foram escritas a poucas se…

90 anos de uma jovem rebelde

Imagem
Ainda no ensino básico, nas afortunadas escolas que contam com lampejos de ensino de Literatura, há um período literário brasileiro que divisor de águas no gosto dos adolescentes: o Modernismo. Digo divisor, porque haverão os que gostam da irreverência do movimento e o tratamento dado agora ao literário e haverão os que terão mais um motivo para caracterizar a literatura como coisa-de-quem-não-tem-o-que-fazer ou coisa-chata. 
O movimento - e aqui podemos fechar o sentido do termo, porque a atitude dos que se envolveram direta ou indiretamente foi o de uma mobilização em torno de ressignificação de vários campos da arte - sempre nos é apresentado tendo a Semana de Arte Moderna como abre-alas. Mas, é preciso que entendamos que a data de 1922 não foi fechada naquilo que temos comumente por semana, tampouco foi algo esplendoroso tal com os cerimoniais de entrega de prêmios e muito menos ainda algo que buscava um contato direto com a massa popular. Antonio Candido que o diga. A Semana de Ar…

Há literatura nas canções de amor

Imagem
Por Pedro Fernandes

E como há. O mote para essas notas são na verdade dois: um, celebra-se hoje a data internacional conhecida por Dia de São Valentim; outro, é que o tema vira assunto nas páginas do blog Papeles perdidos. Num texto intitulado "Literatura en las canciones de amor inolvidables", Winston Sabogal, parte do entendimento comum de quehá letras de canções de amor que nos agradam por razões diversas, seja por nos revelar (antecipar) algum segredo no rumo desse trilha da vida, seja pelo tom profético assumido por umas, seja ainda por outras ter a capacidade de reproduzir ou iluminar nossas experiências amorosas. Algumas entram em nossas vidas muitas antes de descobrirmos, experimentarmos e compreendermos o que lá se diz e outras parecem ter sido inspiradas pela nossa própria história, concorda o autor. O fato é que nos diversos casos essas músicas parecem ter sido escritas para nós, porque muito de nós aí se diz. Não importa se os críticos vão considerá-las como músic…

Charles Dickens

Imagem
A sede de leitura não é suficiente para se aproximar de determinados escritores ou das escritas suas. Suficiente é o tempo. Esse, que já noutra ocasião andei a falar mal dele. Mas, mesmo falando mal é insuficiente porque ele não nos dá trégua. Como por aqui não é um espaço apenas para aquilo que leio, mas também para aquilo que anseio ler, está aí notas sobre um escritor inglês que fecha este ano seu bicentenário de nascimento: Charles Dickens.
**
Autor de clássicos como Oliver Twist (ido já por várias vezes para as telas do cinema) e David Copperfield, Dickens figura, nas palavras do princípe Charles, por ocasião dos cerimoniais de comemoração ao bicentenário do escritor, como o que há de melhor na literatura de Inglaterra. Não será exagero a afirmação de Charles. O autor - para além da fama Best-Seller de seus romances e contos ainda durante o tempo em que viveu até os dias de hoje - é responsável por uma nova de fazer literatura na ficção inglesa, uma vez que, é o primeiro a preoc…