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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

2 poemas de Marize Castro

Duelo

Quando em ti transbordo
te fazes alheio
a minha nudez.

Sou vulnerável
e nem te ouso atacar
moço do março
submerso em mim.

Ainda é cedo
para te proclamar livre.
Já é tarde
para adiar teu vôo.
Não renuncio a ti
ao teu montanhoso dorso
onde em cada curva
travo uma luta.
Às vezes ganho.
Às vezes sou vencida
pelo teu silêncio de granito.

O que há na vida que eu não te sirva?

Pretensões felinas, não tenho.
Aparo as garras
que alcançam as margens.
Estou destinada
a este vão combate.
Mas continuarei a te amar
como um invento meu.
Com toda a firmeza e fragilidade
que inquieta os desafios.

Quando chegarmos
ao limite mais árido das nossas carnes
te repudiarei de mim.

Salvar-me-ei do fim.

Deslizarei pelos trilhos
do teu corpo de narciso.


Entre lendas e amêndoas

Menino
narciso
vacilo
sempre que cintilas.
Entre lendas e amêndoas
oculto teu bastão.
Além do alvo
jaz
uma inviolável paixão?





_______________
In marrons crepons e marfins.

O embargo, de António Ferreira

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Por Pedro Fernandes


Não sou acompanhador do cinema português para traçar alguma linha se esse, em relação à produção cinematográfica daquele país, apresenta alguma novidade estética em relação ao já produzido. Mas, uma coisa é fato. Se se pode gostar e desgostar simultaneamente de uma coisa, garanto, que essa foi a sensação que tive ao ver Embargo, de António Ferreira. Se não, fica a sensação um tanto inusitada posta como possibilidade de ocorrer. Se me pareço contraditório, deixem antes que me explique. 
Lançado em 2011, o filme é uma adaptação do conto homônimo de José Saramago, publicado em 1973, sob o título de O embargo. Mais tarde, em 1978, sem o artigo definido, o texto seria incluído na coletânea de contos Objecto quase. A perda da forma lexical em questão destituiu, em parte, o texto da relação direta que mantinha com o contexto de escrita. Sabe-se que o escritor português tomou como questão de fundo a crise petroleira naquele ano, originada do conflito entre israelitas e árabe…

Francisco Miguel de Moura

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Por Pedro Fernandes



Há escritores que lemos uma única vez duas linhas e não esquecemos dele nunca mais. Adormecemos a lembrança, mas basta um spleen e trazemos de volta para nós. Assim foi quando li pela primeira vez o português José Saramago em seu Evangelho segundo Jesus Cristo. Assim foi também quando li pela primeira vez o poeta brasileiro Francisco Miguel de Moura em seu Poesia incompleta ainda quando da Graduação em Letras. Há nesse livro um poema cujo título não me vem à cabeça agora, mas que as imagens nele evocadas me marcou o suficiente para, mais tarde, eu compor um outro poema intitulado "cadáveres adiados", que está no e-book Palavras de pedra e cal
O fato de citar Francisco Miguel Moura por aqui é que à cata de alguma novidade na mesma biblioteca em que me deparei com Poesia incompleta reencontrei esse livro. E relembrei disso tudo que comentei anteriormente. E vi ainda que, por ser esse um poeta que tanto me marcou, é uma injustiça não ter ainda disposto seu…

A Biblioteca Nacional de Portugal e o empréstimo de e-books

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Saíram à frente. E a ideia é ótima. Principalmente aos leitores necessitados ou ávidos por literatura portuguesa. É que agora, a Biblioteca Nacional de Portugal, passa a oferecer, por meio de venda ou empréstimo, e-books. O catálogo ainda é curto e os títulos muito se resumem a historiografia. Mas a ideia, repito, fabular.
Acesse aqui.

Virginia Woolf: a medida da vida, de Herbert Marder

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Nos 130 anos de nascimento da escritora Virgina Woolf quero fazer a indicação aos interessados por biografias ou aos que querem se dá a curiosidade de conhecer mais da vida da escritora, do livro Virginia Woolf - a medida da vida, de Herbert Marder, publicado recentemente pela conceituada editora Cosac Naify.

Diferente das biografias comuns, que levam o seu escritor a um chafurdar a vida pessoal do biografado, Herbert parte da própria obra de Virginia - claro que, principalmente seus diários e cartas - para olhar, não pela primeira, afinal, outras biografias já houveram, mas olhar, sob novo ângulo a vida da escritora. O livro concentra-se nos últimos dez anos de sua vida até seu suicídio, em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial.

Em observação redigida para o catálogo da editora, o resenhista comenta que a obra de Marder "destaca a participação da escritora nos acontecimentos políticos da época, sua revolta contra a discriminação das mulheres e a interação com os amigos qu…

Corrida pelos Oscar 2012

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Em cerimônia realizada ontem em Los Angeles, foram anunciados os concorrentes ao Oscar de 2012. Como já se cogitava entre os críticos, o filme mudo O artista é o campeão em indicações, vencedor de três Globos de Ouro - premiação que antecede a premiação da Academia de Cinema e que muitas vezes indica os favoráveis possíveis de ganhar por melhor filme - conta com concorrência a dez categorias, superado apenas por A invenção de Hugo Cabret que teve 11 indicações.
Como era de se esperar, o Brasil preso na retórica da violência ficou de fora da premiação com o aclamado Tropa de elite 2, mas a música de Sérgio Mendes e Carlinhos Brown está cotada com melhor música original pela animação Rio. Entre os campeões de indicações também estão Histórias Cruzadas (8 categorias), O homem que mudou o jogo” (6 categorias), Cavalo de guerra (6 categorias), Os descendentes (5 categorias), Millenium: os homens que não amavam as mulheres (5 categorias), Meia-Noite em Paris (4 categorias) e Harry Pott…

As aventuras de Tintim, de Steven Spielberg

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Por Pedro Fernandes


As aventuras de Tintim chega às telas do cinema para ressuscitar o feitio das animações, que, diga-se, de passagem não tem andado bem das pernas. A série de histórias de título francês foi criada ainda em 1929 pelo belga Georges Remi ou, como chegou até nós, Hergé. E Tintim é um jovem e aventureiro jornalista que, ao lado de seu cão Milu (nome dado por Hergé em homenagem a uma sua namorada) vive as mais divertidas histórias ao redor do mundo. Depois, uma série de outras personagens, à medida que as histórias vão se expandido, vão entrando para a história principal.
Publicada inicialmente como folhetim nos semanários, os quadrinhos foram depois adaptados para outros suportes como o livro – totalizando 23 volumes – para revista, para o teatro e, não demorou muito, também para o cinema, com sua primeira adaptação em 1961, em Tintim e o Mistério do Tostão de Ouro. Também se tornou em série para a televisão e em jogos de videogame. As séries viraram fenômeno mundial para …

A costa dos murmúrios, de Lídia Jorge

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Por Pedro Fernandes

Não dá para reduzir esse livro a determinados rótulos, como os de romance pós-colonial ou romance denúncia ou ainda romance acerca da condição feminina. Ele é isso, mas não somente. Figura entre os da produção literária da portuguesa Lídia Jorge como o mais conhecido; tanto que chegou a ser adaptado para o cinema pela Margarida Cardoso.

Seu enredo de construção fragmentária e com variações no tom da narrativa - ora em primeira, ora em terceira pessoa - A costa dos murmúrios reduz-se já no texto-conto que lhe abre sugestivamente intitulado por "Gafanhotos" e com epígrafe do poeta e jornalista moçambicano Álvaro Sabino. Em "Gafanhotos", que narra o casamento de Evita, somos apresentados ao cenário e às personagens principais do romance. É também nesse introito que se instala a atmosfera paralisada que se mantém no decorrer da narrativa.
É do Stella Maris, um hotel de luxo de Beira, Moçambique, onde se dá toda a trama. Desde então, sabemos que o Mo…

José Régio

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Por Pedro Fernandes



Já um tempo ouvi  "Cântico negro" pela voz de Maria Betânia. O poema é de José Régio. Escritor co-fundador de uma revista batizada de presença, ainda em 1927. O periódico acabou por ser, não apenas o nome de uma revista, mas de uma fase do período modernista português que havia brotado com os seus precursores Álvaro de Campos (o poeta das Odes), Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro, autores de Orpheu, outra revista literária de curta de vida e longa balbúrdia no meio intelectual lisboeta.
Nascido na Vila do Conde, distrito do Porto, José Régio, foi mais que poeta, de profissão regular, foi professor; ainda na escrita foi romancista, crítico literário, dramaturgo, ensaísta... e teve sua trajetória pelas artes plásticas... compondo-se "uma das mais lúcidas consciências literárias de seu tempo", definido por Isabel Cadete Novais, uma das coordenadoras do Centro de Estudos Regianos.
Indagado a definir seu estilo, o autor de Poemas de Deus e do Di…

BBB: fornicar é preciso, mas cuidado com teu cajado

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Por Pedro Fernandes


O caso não é novo. Mas, ainda está no assunto do populacho, na boca dos usuários de semi-cérebro que, já impossíveis de pensar, crer que tudo o que lhe serve, desde um enlatado de qualidade não registrada até qualquer outro subelemento nacional é programa de primeira classe. Perdoem-me, os semi-cérebros, se ainda conseguem se indignar por tratá-los assim. Aliás, perdoem-me não. Se vocês não são condicionados a pensar, eu ainda, não também com pouca massa encefálica, meto-me onde não sou chamado – e a propósito nem quero que me chame mesmo – e digo o que não devo dizer. Minha função é, com a palavra, ser um balde de água fria.

Há dois dias estive lendo o que anda se passando na nova redoma de silvícolas que está sendo exibida pela 12ª vez. Quem diria. Só mesmo num país de semi-cérebros para a frivolidade ocupar alguns meses de uma grande emissora de TV por longos 12 anos. Já repararam o que isso significa. Significa que teve neguinho sendo gerado enquanto se fornic…

Autores consagrados

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Por Pedro Fernandes


Num texto para o blog Papeles Perdidos, Maria Inés Amado, a partir de uma leitura para o Babelia da escritora argentina Leila Guerriero, reflete acerca do termo e busca para si algumas definições, mesmo sabendo que é essa categoria tem sentido escorregadio e, logo, é contraditória. O que seria, então, um escritor consagrado? Pergunta-se. “Alguém com grande prestígio e um grupo infinito de leitores? Alguém que, mais que leitores, têm devotos? Alguém que capturou as angústias de toda uma geração e soube traduzi-las numa obra? Alguém que é produto de uma estratégia de marketing editorial? Tudo isso, mais que isso ou nada disso?”
Eis aí pano para a discussão. Sim, porque haverá os que enquadram em todas as categorias e aqueles que nunca sequer pensaram nelas para se tornarem consagrados. Enrique Vila-Matas, em texto para o referido Babelia e indicado por Maria Inés, intitulado “Fracasa otra vez”, relembra de quando foi convidado para participar de um congresso que discut…

Jorge Amado para videogame

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Levar literatura a todos cantos é sim uma alternativa para conquistar leitores. Pensando nisso é que falo de algo que descobri na web por esses dias, além do aplicativo para iPhone que permite o usuário ter contato com poemas de poetas clássicos e contemporâneos: é uma prévia de uma série de jogos para videogame inspirados no livro Capitães da areia. Esse romance de Jorge Amado já teve sua adaptação para o cinema e agora essa nova ideia é, certamente, algo, no mínimo, inusitado.

A proposta é do selo Porreta Games que já disponibilizou os jogos no seu site e dos sete jogos, um está disponibilizado no Facebook, onde o jogador se depara com uma Salvador da década de 1930, cenário da trama romanesca e tem de enfrentar missões para sobreviver nas ruas e pode, ao modo de outros muitos jogos disponíveis na rede social, convidar amigos a fazer parte de sua gangue. 
Os sete jogos - Boêmia, Dora, Carrossel, Caça-palavras, Capoeira, Social Capitães da Areia e um de realidade alternativa - apres…

O porquê o discurso religioso não me convence ou sobre determinados retrogradismos

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Por Pedro Fernandes


Não quero começar falando que as igrejas cristãs são retrógradas. E aqui devo me centrar na Católica, até porque foi nela que me batizei três vezes (faltando apenas matrimoniar e ungir para fechar o ciclo dos sagrados sacramentos) e porque são a partir de algumas considerações dela as também algumas considerações que aqui farei. Mas o seu retrogradismo é óbvio e ululante para falar apenas sobre isso, o que não deixarei de fazer tendo em vista o que aqui já considero. Também nem deveria me prender a essas querelas porque simplesmente as ignoro. Mas, o fato de as ignorar não é gratuito. Ele se deixa levar por algumas opiniões particulares e essas opiniões, sim, devem ser apresentadas.

O princípio dessa fala toma por base a lastimável observação feita por Joseph Ratzinger de ser o casamento gay uma ameaça ao futuro da humanidade. A afirmativa não foi feita com essas palavras, mas o discurso de Ratzinger dizia acerca das “ameaças” ao futuro da humanidade (a consumação da…

Poemas portatéis

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Chama-se "599 Poemas" o nome de um aplicativo disponibilizado na web para iPhone e iPod Touch. Por aí é possível ler o trabalho de 15 poetas portugueses clássicos e contemporâneos. O criador da mini-grande ideia é o jornalista João Pedro Pereira do jor­nal português PÚBLICO, autor também da edi­tora de ebooks (gratuitos) Sinapses
No aplicativo  podemos ler poe­mas de Alberto Caeiro, Almeida Gar­rett, Álvaro de Cam­pos, Antero de Quen­tal, António Nobre, Bocage, Camilo Pes­sanha, Camilo Castelo Branco, Camões, Cesário Verde, Fer­nando Pessoa, Florbela Espanca, Mário de Sá Carneiro, Ricardo Reis e Sá de Miranda.

Nos “Novos”, inédi­tos de A. Pedro Ribeiro, Jorge Pimenta, José-Alberto Mar­ques, Laura Alberto. Luís Felí­cio, Maria João Can­tinho, Maria Quin­tans, Maria Sousa, Minês Cas­tan­heira, Nuno Brito, Rui Almeida e Sílvio Mendes.
* Via: Blog Ciberescritas.

2012 também é de Nelson Rodrigues

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Se em 2012 já colocou na lista de autores brasileiros a serem celebrados Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade - ambos com uma celébre programação a rodopiar por todo o país - não pode deixar de acrescer a essa lista um dos maiores dramaturgos que por aqui viveu, Nelson Rodrigues, que, fecha esse ano seu primeiro centenário. Como noticiei por aqui a programação para o ano dos dois primeiros escritores, faço agora também para o autor pernambucano.
A princípio, destaque para o silencioso trabalho de Renato Borghi e Élcio Nogueira Seixas que conduzem o projeto de tradução para o espanhol e para o inglês da obra teatral de Nelson Rodrigues. Ainda no que diz respeito a sua obra, a editora Nova Fronteira pretende renovar o contrato para a publicação das peças e promete novos lançamentos. Peças que, até a data do centenário de Nelson, 23 de agosto, serão remontadas nos palcos do Rio de Janeiro. Essa última iniciativa é da FUNARTE e a instituição deverá anunciar até o fim desse mês um edi…

Reminiscências de Oswald de Andrade

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O título deste post poderia ser outro.  Mas, a sugestão que algumas imagens da Exposição Oswald de Andrade - O culpado de tudo, sob curadoria de José Miguel Wisnik parece denotar um Oswald ainda em total pulsação com certos rumos artístico-literários contemporâneos. Além do que a exposição é fechamento de um ciclo de homenagens a uma das peças - senão a mais a importante, uma das principais peças - do Modernismo no Brasil. A exposição está em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, até o dia 30 de janeiro.
Segundo o realise disposto na página do museu, o ponto de partida para essa exposição é a frase "Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado em todas as línguas", escrita por Oswald em 1933 no verso da folha de rosto da edição original de Serafim ponte grande. A frase, aliás, é a que saúda os visitantes da exposição.
Para Miguel Wisnik, “o projeto teve por objetivo organizar uma exposição sobre Oswald de Andrade, reforçando seu papel decisivo para a fo…

A necessidade humana de expressão artística – parte II

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Nota: Em maio de 2010, publiquei no jornal Correio da tarde um texto que se intitulava "A necessidade humana de expressão artística - parte I"; meses depois voltei com o mesmo tema. Essa é uma das publicações que provavelmente pode ter saído, mas a certeza, só alguns leitores terão, porque não acompanhei se de fato o texto foi para as páginas do jornal ou não. Como aqui reúno - à medida que posso - as publicações que saem nos jornais, deixo, depois já de tanto tempo, aquilo que se constitui na segunda parte para "A necessidade humana de expressão artística". (Pedro Fernandes)


Ainda naquele tour de force da arte enquanto elemento instintivo, consiste voltar a ele para mais algumas considerações. Entre os instintos de conservação e de reprodução, a arte dá a ideia (pela presença constante em todos os ambientes sociais humanos) de um instinto “intermediário” entre eles dois, ou, por que não, um primo legítimo deles. E há nesse rol ainda outro caráter, para além da pres…

Exposição "Paisagem compartilhada"

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Em agosto de 2011, era publicada a edição Variações de um mesmo tom: diálogos sobre a poesia de José Saramago, número especial do caderno-revista 7faces. Nesse número, vários artistas plásticos apresentavam suas leituras para trechos da obra do escritor português. Um deles era o Mauro Silper, que enviou um conjunto de 10 telas organizadas numa exposição que eu chamei de "Variações em torno da obra de José Saramago". Pois bem, o artista plástico mineiro está em parceria com Beatriz Abi-Acl, no período de 15 de dezembro até o fim desse mês, com a exposição "Paisagem compartilhada". Isso no espaço cultural Otto Cirne Sede AMMG, Av João Pinheiro, 161, Centro, Belo Horizonte, Minas Gerais.
Para saber mais informações, basta ligar para (31) 32 91 21 01 ou mandar e-mail para o correio eletrônico galeriabeatrizabiacl@gmail.com.
Mauro Silper reside e trabalha em Belo Horizonte. Sua trajetória artística é pautada por participações em exposições individuais e coletivas além d…