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Mostrando postagens de Julho 6, 2011

Maurice, de E. M. Forster

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Por Pedro Fernandes


Quando escreveu o ainda útil livro Aspectos do romance, E. M. Forster já era um autor de reconhecido sucesso, não só porque seus romances eram de agrado do público leitor, mas porque estava claro o esmero com que lapidou suas narrativas e construiu suas personagens; a menção ao livro que se tornou referência indispensável entre os estudiosos da literatura é para corroborar a pertinência, ao menos no âmbito da narrativa romanesca, dos conceitos aí formulados: não tiveram outro ponto de partida que o seu próprio exercício com o objeto narrativo, com o desenho do quadro psicológico com que deu força aos seus seres ficcionais e, claro, a extensa vivência como leitor.
E é dessa vivência que Forster volta ao conceito de amor, colhido nas referências demonstradas em Maurice de lugares como da cultura grega aí designada por nomes como Platão e Sócrates, e faz do tema uma obsessão variada para a composição de seus enredos; pode-se dizer isso quando, diante da leitura sobre…