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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Lançamento de "50 poemas escolhidos pelo autor", de José Inácio Vieira de Melo

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Há nomes que topamos por aí e damos a seguir. Quanto aos artistas conhecíamos eles de ouvir falar ou de dá de cara com suas obras – no caso dos escritores, com seus livros. Hoje, as relações ainda permanecem quase que nesse ponto, mas podem tomar uma direção oposta: conhecermos o autor e só depois conhecermos a sua obra. Pois bem, tenho um rol de nomes que se fixam nesse itinerário contrário. Alguns, consigo até seguir com leituras e comentários. Outros vão ficando pelo caminho. Nesse mover-se de nomes descobri, ao acaso das redes sociais (que é esse o espaço ideal para a inversão da ordem comum dos conhecimentos) o nome de José Inácio Vieira de Melo. Inicialmente chamou-me atenção o nome. Esse Vieira de Melo condiz ipsis literis com o sobrenome de minha mãe, que não herdei por pura idolatria paterna pelo nome do seu pai.

José Inácio Vieira de Melo, ao que conheço é poeta (da nova safra de brasileiros) e agitador cultural. Não sei se ele concordaria com o epíteto, mas o fato é que, de …

127 horas, de Danny Boyle

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Por Pedro Fernandes


Está aí um dos filmes - que já assisti a certo tempo e fiquei de comentar por aqui - que me impressionou muitíssimo; devo ter ficado uns tantos dias tontos com seu enredo. E por motivos muito óbvios. Primeiro porque esse filme vem dialogar indiretamente com um pensamento que já certa vez escrevi neste blogue: sobre nossa incapacidade (por vários momentos) de ter aquilo que chamamos de controle sobre o rumo da nossa própria vida. Não que eu acredite em destino. Se um dia acreditar em destino, então terei de acreditar nas previsões feitas por "descobridores" do futuro de toda sorte - ciganas, cartomantes, astrólogos, sensitivos etc. 
Segundo porque reforça aquela ideia que, antes das baratas, devemos ser uma das últimas espécies a ser extinta na Terra. E aqui tem um porém de previsão misturado com conhecimento parco de ciência. A proximidade com a morte experienciada pela personagem central do filme nos coloca também diante do nosso iminente destino. Talvez…

Glauber pela boca da mãe

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Miacontear - O peixe e o homem

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Por Pedro Fernandes


Este conto reitera a linha do fantástico notada em "O homem cadente". Retomando uma passagem do famoso sermão do Padre António Vieira - "O sermão de Santo António aos peixes" - colocada como epígrafe do conto, Mia Couto, no tom de uma anedota daquelas de pescador, dá corda a um narrador que se põe a contar da mania do estranho Jossinaldo. Jossinaldo é um vizinho que tem a também estranha mania de passear de trela com um peixe. Fato que por si o coloca na galeria daqueles sujeitos deslocados do espaço comum - "Jossinaldo era, nos gerais, tido por enjeitado: a cabeça do coitado, diziam, cabia toda num chapéu. E acresce-se que o temiam, sem outro fundamento que essa estranheza do seu fazer." 
O fato é que Jossinaldo não se sentindo bem de saúde vem ter com o narrador para que ele, de agora em diante, passe a tomar conta do peixe de estimação. Isso desencadeará uma troca de lugar capaz de ressignificar sua própria existência. Esse moviment…

Vincere, de Marco Bellochio

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Notas sobre a aula magna de Ariano Suassuna

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Revirando o baú das postagens do Letras in.verso e re.verso surpreendi-me com uma coincidência de datas. Há exatos dois anos, isto é, em agosto de 2009, eu havia escrito “Ariano Suassuna, os encontros que não tive” (aqui). À época o escritor de O auto da compadecida estava em Mossoró para a edição da Feira do Livro. Naquele ano eu estava cursando no meio de um turbilhão de coisas o meu mestrado em Letras e não pude vê-lo, mesmo sendo a Feira do Livro de Mossoró um evento do qual sempre participei assiduamente desde sua primeira edição. O fato é que agora, nesse ano, o encontro aconteceu. À distância de alguns metros, mas eu estava lá para ouvi-lo. Eu que tenho a impressão de que somente eu ainda não tinha assistido uma das suas famosas aulas magna.
Primeiro devo contar da minha vizinha de plateia. Que não mediu elogios para dizer que o Agosto da Alegria – evento maior no qual se situa a abertura do seminário feita hoje por Ariano – estava muito organizado. Disse isso sem conhecimento…

Carlos Drummond de Andrade

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É verdade que relutei, não uma vez somente, a publicar uma nota ou uma linha sequer acerca do material biobliográfico do poeta Carlos Drummond de Andrade. Quando adquiri um número da extinta revista Entrelivros que trazia um dossiê sobre o poeta, pensei (na época este blogue ainda respirava muito os ares dos dossiês e das cópias de leituras minhas), pensei em digitar os textos, pelo menos um, da edição em questão. Afinal os nomes de Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto já haviam sido apresentados por aqui nesse formato. Pois bem, concluía eu um curso sobre a constituição do moderno texto poético na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o dossiê para este blogue acabou sendo descartado. Fui dedicar a escrever o ensaio de conclusão desse curso que, adivinhem, se debruçava sobre a obra poética de Drummond.

O ensaio foi escrito e continua ainda meio que inédito ou à espera de publicação. Isto porque os anais do evento em que foi apresentado até hoje não foi publicado de fato,…

Quatro dias para Veríssimo de Melo

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Quem foi Veríssimo de Melo pouco gente sabe. Eu pelo menos só conhecia o nome como prefaciador de alguns textos de outros escritores potiguares que já li. Está aí o déficit da parte de todos e, sobretudo dos estudantes de letras, em relação a determinados nomes e figuras da literatura do estado. Não fosse a reportagem publicada hoje, 20 de agosto, no caderno Viver, do jornal Tribuna do Norte o nome ainda continuaria a figurar apenas como alguém que prefaciou livros como a reedição de O livro de poemas deJorge Fernandes.

Aos desavisados como eu terão agora a oportunidade de saber mais sobre a figura do escritor. Pela passagem dos seus 90 anos que completaria agora em 2011 caso fosse vivo - o escritor morreu em 1996 - está sendo organizado numa parceria entre prefeitura e Capitania das Artes um evento com vasta programação, diga-se, em torno do nome de Veríssimo de Melo. Trata-se da primeira edição do Encontro de Folclore e Cultura Popular - que como outros eventos iniciados nesse mê…

Super 8, de J. J. Abrams

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Por Pedro Fernandes


Fui ao cinema embalado por algumas opiniões sobre esse filme que tem o diretor do seriado Lost - o qual acompanhei por algumas temporadas - e o já famoso nome de Spielberg. E as opiniões se confirmaram. Super 8 é sim uma agradável surpresa aos olhos do telespectador. Apesar de está na produção do filme, assistida metade da trama ou até menos que isso, o telespectador irá perceber que está diante de um discípulo do diretor de E.T. ou mesmo diante de uma homenagem mais que justa àquele que trouxe para as telas, com uma produção diversa, uma forma nova de produção cinematográfica cujo tema seja extraterrestres; sabemos que depois de E.T. Spielberg compôs também do gênero Contatos imediatos do terceiro grau, outra obra que, se não alcança o ápice do seu sucesso primeiro, permanece como uma das suas mais importantes produções.
Isso ocorre porque Super 8 aparece empapado das referências de Steven Spielberg. Enredo, fotografia, trilha sonora, enfim, quase tudo remete aos…