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Mostrando postagens de Setembro 21, 2010

Fractais para uma leitura da constituição discursiva do romance Memorial do Convento, de José Saramago

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Por Pedro Fernandes



Foi este o título que dei à fala minha para a sessão coordenada Linguagem e Discurso no IX Encontro Nacional de Interação em Linguagem Verbal e Não-Verbal, segunda-feira, 20 de setembro, na Universidade Federal da Paraíba. Esta fala é significativa porque retoma, publicamente, minha aproximação com a literatura de José Saramago.  Ela nasce do entendimento de que prosa do escritor português é marcada em diversas posições por uma cadeia também diversa de possibilidades de sentido e de ação. Tal cadeia se é constituída por um trabalho de cunho quase que artesanal com a linguagem, o que, reintroduz uma rede material e virtual de sentidos, reconfigurados estes por um corredor de vozes advindas dos grupos mais inesperados. Esse corredor de vozes é o que vai modelando e dando forma à narrativa: são jogos (circulares) de metáforas, alegorias, ironias, subversões e metatextos.
Outro entendimento para esta fala nasce do caráter temático; a prosa de José Saramago é inovadora …