terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Conferência sobre a obra de José Saramago




A obra produzida por José Saramago (1922 - ) está dividida em poesia, teatro, crônica, conto e romance. Boa parte dela não é apenas uma renovação estética, assim como fez com o romance, por exemplo, já definido pela crítica como um modo peculiar de narrar, assinaladamente marcado pela ressignificação da pontuação e da sintaxe gramatical. Sua obra, sobretudo a produção cronística e romanesca, é marcada pelo interesse de ser uma intervenção no atual modo de vida que vimos, enquanto Ocidente, construindo. Quando não, o escritor quer levar seu leitor a uma reflexão sobre isso; se nos conquista, alcança aquilo que é seu interesse maior - deixar de ser o que somos para ser outro tipo de humanidade.

É evidente que, uma abordagem completa de sua bibliografia merece não uma conferência, mas um curso de longa duração no qual os espectadores pudessem como o pesquisador ler pausadamente o conjunto da obra e assinalar temas, formas e obsessões do autor. Mas, numa conjuntura em que ainda são poucos os leitores de uma obra assim tão importante na formação cidadã como é a obra de José Saramago, qualquer motivo para uma abordagem a seu respeito é de fundamental importância. Nessas abordagens estão algumas centelhas que poderão visgar um ou outro leitor que se descubra como eu me descobri naquela tarde em que me deparei com O Evangelho segundo Jesus Cristo.

O objetivo desta postagem é registrar o convite do Professor Edgley Freire Tavares, para está hoje, 09 de fevereiro de 2010, a partir das 19h, na Faculdade de Letras e Artes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central, Mossoró (RN) numa conferência, a que chamo palestra-diálogo com os alunos dessa instituição. Não deixarei de tratar do conjunto da obra saramaguiana e por isso o título da minha fala é Um ensaio itinerante para ler José Saramago: paisagens.