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Mostrando postagens de Janeiro 18, 2010

A maçã no escuro, de Clarice Lispector

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Por Pedro Fernandes


Nas visitas constantes às livrarias nesse período de férias tenho visto uma febre chamada Clarice nas prateleiras. Desde o acurado estudo do americano Benjamin Moser passando pela fotobiografia de Nádia Gotlib e pela publicação dos primeiros textos da escritora como a reunião de textos Só para mulheres - conselhos, receitas e segredos e Correio feminino até a reedição de sua obra, a verdade é que Clarice Lispector deve ocupar ao lado de Machado de Assis a cadeira daqueles escritores mais bisbilhotados pela crítica.
Pois bem, nostalgicamente me volto para uma velhinha edição de 1978 da escritora brasileira que recuperei dos escombros do que era uma biblioteca. Na época de meu início de adolescência escrevia versos beberrões que despencavam altas horas da madrugada no meio de meus sonos entrecortados pelas fantasias amorosas. Ainda não conhecia Clarice. Dela, apenas linhas dos livros didáticos que tracejavam as linhas de sua biografia. Continuo sem conhecê-la. Se to…