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Mostrando postagens de Janeiro 12, 2010

Um estranho no ninho, de Milos Forman

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Ambientada num hospital psiquiátrico, comédia dramática ganha peso de libelo contra a repressão
Apesar de ter perdido seus pais tragicamente no campo de concentração de Auschwitz, Milos Forman nunca abandonou o humor em seus filmes. Foi com graça que ele construiu sua filmografia na Tchecoslováquia, nos anos 1960, em pleno movimento de renovação do cinema (a Nouvelle Vague deles). Desta fase, destacam-se pelo menos dois longas, Os amores de uma loira (1965) e Baile dos bombeiros (1967), ambos sobre inquietações da juventude. Com a invasão soviética no país, em 1968, Forman partiu para os Estados Unidos. Lá, freou a estética mais arrojada que fazia na terra natal, mas manteve o olhar crítico sobre as instituições controladoras. Nessa pegada, alguns de seus filmes mais renomados são Amadeus (1984) e O povo contra Larry Flint (1996), que trazem homens lutando contra o conservadorismo do sistema.
Neste aspecto, a prisão-manicômio de Um estranho no ninho é um campo mais sombrio. Um espaço …