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Mostrando postagens de Outubro 22, 2009

Paulo Mendes Campos

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"Nasceu em 1922, ano mítico para a cultura brasileira - acontecia aí a Semana de Arte Moderna que o antecedeu por exatos dez dias. Seus ecos não demorariam a chegar à Belo Horizonte do futuro autor, como sabem os leitores de O desatino da rapaziada, de Humberto Werneck (que será reeditado em julho também pela Companhia das Letras), e o recente Cenas de um modernismo de província, de Ivan Marques (editado pela Editora 34). 
Mas o ano de nascença do mineiro foi do balacobaco também em inglês (apareceram Ulysses, de Joyce, e The Waste Land, de T.S. Eliot) e francês (Proust colocou o asmático ponto final em seu Em busca do tempo perdido), línguas e literaturas com as quais Paulo Mendes Campos se fez íntimo ao longo do tempo.
Coincidências, aproximações, histórias paralelas. É de um pouco disso que toda uma cultura é feita. Ainda na capital mineira, Paulo Mendes Campos iria roçar cotovelos com outros moços metidos a literatos. Seria uma amizade — sujeita a trancos, barrancos, b…