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Mostrando postagens de Outubro 13, 2009

A poesia de Agatha Christie

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O que talvez poucos leitores de Agatha Christie saibam é que o interesse pela escrita de um romance policial nunca passaria, ao menos quando passou, pela cabeça da escritora não fosse o desafio proposto pela irmã numa conversa informal de que ela [Christie] não conseguiria escrever uma obra dessa natureza.
Até então, Agatha tinha lido muita novela policial (as protagonizadas por Sherlock Holmes eram suas preferidas), mas o que havia escrito, além de um ou outro conto sem grande valia, tinha sido poesia. Sim, a Rainha do Crime aventurou-se pelo ofício do verso.
Na sua autobiografia, escrita já quando os livros policiais caíam de moda, mas só publicada depois da sua morte, ela comenta: “Também eu escrevia poesia – talvez todo mundo a escreva, aos dezenove anos. Alguns dos meus primeiros poemas são incrivelmente ruins”, e recorda os versos de um que fez quando tinha só onze anos:
“Conheci uma pequena primavera, e que linda flor ela era, Mas seu sonho era ser uma campânula azul e ter u…