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Mostrando postagens de Maio 19, 2009

Camões, um gênio do lirismo amoroso (parte 1)

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Camões, como poeta lírico, dominou com excelência tanto as formas da medida velha como as da medida nova. Versos redondilhos ou decassílabos, sonetos, sextilhas, odes, éclogas, elegias, oitavas; em todas as formas poéticas por que se aventurou o poeta português deixou a marca de sua genialidade.
Os poemas compostos pelos trovadores medievais e pelos poetas palacianos eram, como se sabe, caracterizados por utilizar os versos redondilhos – de cinco e sete sílabas métricas –, de mais fácil memorização. Também camões escreveu inúmeras redondilhas, compostas geralmente de um mote e de uma ou mais estrofes que constituíam glosas – ou voltas – a ele. Não raro lhe ofereciam motes para que glosasse.
Volta a cantiga alheia Na fonte está Lianor Lavando a talha e chorando, Às amigas perguntando: – Vistes lá o meu amor? Voltas Posto o pensamento nele, Porque a tudo o amor obriga, Cantava, mas a cantiga Eram suspiros por ele. Nisto estava Lianor O seu desejo enganando, Às amigas perguntando: – Vistes lá o meu amo…