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Mostrando postagens de Abril 21, 2009

Tomás Antônio Gonzaga

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Tomás Antônio Gonzaga

Tu não verás, Marília, cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra, ou dos cercos dos rios caudalosos, ou ainda da minada serra.

Quem já leu Marília de Dirceu certamente há de se lembrar desses versos, talvez uma dos mais conhecidos da literatura brasileira. Os versos foram escritos no período em que o poeta Tomás Antônio Gonzaga encontrava-se encarcerado. Semelhante a Cláudio Manuel da Costa ele também foi preso e mandado para o degredo em Moçambique, quando do estouro do movimento da inconfidência. Foi em África que o poeta teve de reconstituir sua vida. Foi no degredo que poeta faleceu em 1810. Também como Cláudio Manuel da Costa formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Chegou a exercer em Vila Rica o cargo de ouvidor.
Os versos de Marília de Dirceu seguem os preceitos árcades. As Liras que compõe a obra reconstituem a paixão do poeta pela jovem Maria Dorotéia e Seixas, moça de dezesseis anos de quem Gonzaga chegou a ficar noivo. Ao lado dos versos…