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Mostrando postagens de Fevereiro 17, 2009

Bocage

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Meu ser evaporei na lida insana Do tropel das paixões que me arrastava, Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava Em mim, quase imortal, a essência humana!
De que inúmeros sóis a mente ufana A existência falaz me não doirava! Mas eis sucumbe a Natureza escrava Ao mal, que a vida em sua origem dana.
Prazeres, sócios meus e meus tiranos, Esta alma que sedenta em si não coube, No abismo vos sumiu dos desenganos.
Deus... Ó Deus! quando a morte à luz me roube, Ganhe um momento o que perderam anos, Saiba morrer o que viver não soube!
Estes versos tão conhecidos na literatura de língua portuguesa, assente nos vários livros didáticos brasileiros, são versos do poeta português Manoel Maria Barbosa Du Bocage. Tido pela crítica como um dos maiores poetas do Arcadismo em Portugal, movimento que se inicia quando da fundação da Arcádia Lusitana, em 1756.
Bocage é nascido em Setúbal no ano de 1765. E morreu na capital lusitana, Lisboa, em 1805. Filho de intelectuais portugueses, manifestou desde pequeno temperamento…