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Mostrando postagens de Fevereiro 4, 2009

Roma, cidade aberta, de Roberto Rossellini

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A crítica de cinema norte-americana Pauline Kael tem uma boa definição sobre Roma, cidade aberta: parece mais captado do que representado. Foi assim mesmo, com esse senso de realidade típico dos documentaristas, com alguma ação mas nenhum floreio cênico, que Roberto Rossellini fez o primeiro longa do chamado neo-realismo italiano. Numa Roma destruída, dias depois da chegada das tropas aliadas, em 1945, o cineasta, com uma câmera e restos de negativos não utilizados, filmou uma ficção inspirada em fatos reais, mostrando a resistência do povo contra a dominação nazista. Com improvisos e atores não profissionais, rodado nas ruas, sem cenários ou as usuais "maquiagens" do cinema de estúdio, Rossellini criou imagens brutas, "sujas", retratando uma realidade material terrível e jamais vista antes no cinema comercial.
O impacto do filme foi tão grande que o cineasta passou a ser cultuado por uma série de realizadores, de Jean-Luc Godard ao brasileiro Nelson Pereira dos …