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Mostrando postagens de Agosto 7, 2008

O conformista, de Bernardo Bertolucci

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Imagem pensada como pintura subverte a palheta enquanto o branco representa o horror do fascismo
A obra de Bernardo Bertolucci nasceu de um casamento entre várias artes, da literatura (seu pai Attilio, era poeta de renome) ao cinema moderno da Nouvelle Vague dos anos 1960, como maneirismos estéticos arquitetados, e que tem pelo menos três fases distintas. A primeira, a de "veneração ao pai", ou seja, ao cinema de Jean-Luc Godard e de Pier Paolo Pasolini (este, amigo dele e que o abrigou na sua primeira assistência de direção, em Accatone, de 1961), e cujo título mais marcante é Antes da revolução (1964).
Depois veio de fase de "morte ao pai" (no caso de Godard, Pasolini e a crença no projeto político dos anos de 1960). Isso se traduz na visão ácida, acompanhada de uma estética mais carregada, em O conformista (1970). Crítica furiosa à política e à moral estabelecidas, como poucos de sua geração fizeram, é uma adaptação da obra do italiano Alberto Moravia (que també…