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Mostrando postagens de Junho 13, 2008

Fitzcarraldo, de Werner Herzog

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Construção de teatro de ópera na selva é a metáfora do projeto civilizatório que se frima sobre a natureza

Fitzcarraldo é um filme de um sonho. A história do imigrante irlandês que anseia ficar milionário com a extração da borracha para construir um imenso teatro de ópera no coração da floresta amazônica, a ser inaugurada pelo mítico tenor Enrico Caruso, tem muito da obsessão do diretor alemão Werner Herzog. Ele almejava rodar o longa no meio da selva, com uma equipe e aparatos gigantescos. Ninguém acreditava que seria possível concluir o filme. Herzog não só conseguiu terminá-lo como Fitzcarraldo tornou seu trabalho mais aplaudido, vencedor do prêmio de Direção no Festival de Cannes, em 1982 (também foi indicado à Palma de Ouro) e síntese de uma carreira que se mistura entre ficção e documentário. A produção problemática foi tão falada quanto o próprio resultado final. Jason Robords faria o papel-título, mas ficou doente na metade das filmagens. Para seu lugar foi escalado Klaus Kinsk…