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Mostrando postagens de Maio 26, 2008

Fernando Pessoa e a Coca-Cola

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Fernando Pessoa foi um homem de ideias – ninguém duvidará disso. Mas, realizá-las, bem, realizá-las é outra história. Ganhou a vida mais como tradutor de inglês para o português, numa época em que Portugal mantinha uma profunda dependência com a Inglaterra. E como sujeito tido para ideias poderia, se tivesse jeito com elas se tornado um homem de negócios?
Possivelmente. Sabe-se que foi um dos inventores da famosa revista responsável pela consolidação do modernismo em terras portuguesas, a Orpheu; esta talvez um dos seus primeiros empreendimentos, mas que só durou três edições, uma delas não publicada. Antes, havia criada a editora e tipografia Íbis, instalada em 1907 no Bairro da Glória e mal funcionou; no mesmo ramo, criou em 1921, a Editora Olisipo que só publicou três antologias de poemas em língua inglesa, A invenção do dia claro, de Almada Negreiros, o folheto Sodoma divinizada, de Raul Leal, Canções, de António Botto (essas últimas publicações apreendidas pela censura) e só. Pl…