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Mostrando postagens de Março 18, 2008

As contradições de um romance

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Boris Pasternak será sempre lembrado não pela sua poesia – gênero que terá praticado com certa maestria – mas pelo seu romance Doutor Jivago. Do poeta, diz Ángel Fernández-Santos o designa como alguém “comprometido com seu ofício, pois criou arquipélagos de luz e de serenidade em tempos obscuros, tempestuosos e nunca obedeceu à realidade, mas criou outra mais habitável pela a gente humana. Sem ser um revolucionário, lutou com suas armas pela revolução enquanto esta foi quando tinha possibilidades de se realizar degolada por Stálin. Sobreviveu a Maiakóvski e Esenin sem convicção e hoje segue ditando lições de ser russo”.
Doutor Jivago foi o romance que custou ao autor a repressão do regime comunista; foi o romance transformado em panfleto pela guerrilha estadunidense no processo de derrocada do regime; foi o romance que lhe deu a fama que talvez nunca tivesse chegado se esperasse pela poesia; foi o título que chamou atenção para a Academia Sueca se decidir por entregar-lhe o Prêmio Nob…