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Mostrando postagens de Março 3, 2008

Um corpo que cai, Alfred Hitchcock

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Trama evolui para se tornar um tratado a respeito da imagem e da sedução que ela exerce sobre o espectador

Hitchcock, o mestre do suspense. A alcunha caiu tão bem ao diretor britânico que pouca gente se dá conta de que ele foi, de fato, um mestre do cinema. Até o início dos anos de 1950, sua carreira havia sido marcada por thrillers psicológicos, pela habilidade em manipular medos da platéia e por sofisticação na encenação, enriquecida por uma visão de mundo amarga, feita de sentimentos de culpa e de pecado, tingida com uma ironia britânica.

O público sempre o adorou, mas a crítica considerava seus filmes sem substância. Até que um grupo de redatores da revista Cahiers du Cinèma, tendo em frente os futuros cineastas François Truffat, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol, revelou que desde as origens a obra do diretor havia sido construída com inteligência e estilo inconfudíveis. Seus integrantes cunharam, a partir daí, uma teoria que identificava o diretor inglês como autor, …