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Mostrando postagens de Fevereiro 12, 2008

Cidadão Kane, de Orson Welles

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Inventividade formal e narrativa são as chaves que fizeram o filme ocupar o lugar divino do céu da cinefilia
Só mesmo o talento de fora do cinema para revolucionar a linguagem cinematográfica quando essa já se encontrava próxima de ter meio século de existência. Ator desde adolescente, diretor de teatro e de programas de rádio em seguida, Orson Welles encarna todos os estereótipos do gênio precoce. Para arrematar a fama, estreou no cinema aos 25 anos de idade, dirigindo Cidadão Kane, obra que ocupa a posição de Deus no céu da cinefilia.
Segundo palavras do próprio Welles, o filme “conta a investigação feita por um jornalista para descobrir o significado das últimas palavras de Kane [um magnata da imprensa livremente inspirado no milionário e dono de jornais Willian Randolph Hearst]. Na visão do repórter, as últimas palavras de um homem devem explicar sua vida. O que talvez seja verdade. Ele nunca chega a descobrir o que Kane quis dizer com a palavra ‘Rosebud’, mas o público descobre. Su…